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sexta-feira, 30 de maio de 2008

A rescisão de Assunção...

O trinco do FC Porto, Paulo Assunção, anunciou recentemente a sua rescisão da equipa «azul e branca» por intermédio da Lei Webster, sendo que é a primeira vez que um jogador, em Portugal, evoca esta lei para se desprender do clube a que pertence. Muito sucintamente, esta lei permite aos jogadores que estejam a jogar por um clube estrangeiro, e cujo clube já representaram por 3 anos sobre o contrato, que possam abandonar o clube na condição de pagarem uma "ligeira" indemnização ao clube onde estiveram ( trata-se do valor total dos vencimentos que iriam receber até ao final do contrato ).
Quanto a Paulo Assunção, o seu destino é incerto, e desconhecidos são os seus motivos para o afastamento dum clube onde praticou muito bom futebol, em especial nesta última época 07/08. Porém, acreditamos que virá tudo a ser esclarecido, mas sabemos que, apesar de ter estado ao seu mais alto nível, não foi muito feliz.

domingo, 11 de maio de 2008

«Apito Final»


Enquanto, nos tribunais comuns, desconhece-se o desfecho, do longo processo «Apito Dourado», em termos de justiça desportiva, conheceu-se esta Sexta-feira, a sentença da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, relativamente ao lado desportivo da coisa, o processo «Apito Final». Dada, a sua complexidade, e o meu desconhecimento dos regulamentos e detalhes do processo, não irei aprofundar muito o assunto, nem entrar em pormenores, o que não me compete. Vou somente, efectuar uma análise global, à luz da realidade do futebol português, sobre determinados aspectos, que para mim são óbvios, e que passo desde já a citar:

1) O curto espaço temporal, desta investigação, que se remete somente à época de 2003/2004, o que apesar de ser melhor que nada, será uma ínfima migalha, de todos os casos de corrupção que terão ocorrido no futebol nacional nos últimos anos.

2) O bom trabalho, que Hermínio Loureiro tem efectuado, desde que assumiu a presidência da Liga de Clubes, parecendo querer, quer dinamizar, quer credibilizar neste caso, a estrutura da Liga Profissional, dentro e fora das "quatro-linhas".

3) A coragem relativa (explicarei no ponto seguinte), mas apesar de tudo louvável, de pela primeira vez na história, se ter actuado em Portugal, nestes casos que retiram a transparência, do futebol que por cá se pratica. A corrupção desportiva, fenómeno, que assola os países da Europa Latina, e que já tinha provocado sanções disciplinares, em países como Itália (Calciocaos, entre outros) ou França (Caso Tapie), no nosso país foi a primeira vez, que se fez justiça, e ainda bem, pois este desfecho vai, limpar um pouco o futebol português, desacreditado nos últimos anos.

4) Falo em "coragem relativa" no ponto 3), pois obviamente, as sanções aplicadas, a União de Leiria, FC Porto e Boavista, não tiveram consequências nada dramáticas. Vejamos. A União de Leiria, perde três pontos, num campeonato, que está há muito despromovida. Ao FC Porto (que não recorreu da decisão da CD da Liga, por razões óbvias), foram retirados seis pontos, numa época, em que foi esmagadoramente superior, e tal como Pinto da Costa veio dizer, tanto faz ser campeão com 20/21 pontos de vantagem, como com 14/15. A penalização aplicada ao Boavista (descida de divisão, sentença, a que o Boavista recorreu, logo não está ainda confirmada), parece-me a mais bicuda, contudo num clube asfixiado financeiramente, sem capacidade sequer para pagar aos seus atletas, provavelmente a descida de divisão, ou mesmo a sua dissolução, seriam desfechos inevitáveis, com ou sem, «Apito Final».

5) A suspensão a João Loureiro (4 anos), é absolutamente inócua, pois este já nem é dirigente desportivo. Quanto, a João Bartolomeu e Pinto da Costa, a suspensão aplicada, é válida, mas duvido que surtirá qualquer efeito, pois estes continuarão a dirigir os respectivos clubes. Só não poderão, sentar-se no banco de suplentes, assinar contratos e representar os seus clubes em actos oficiais.

6) Gostava de destacar, o total descaramento, com que Valentim e João Loureiro, se apresentaram em entrevistas televisivas, apresentando argumentos, no mínimo mal fundamentados e duvidosos. Neste duo familiar, que arruinou as contas do Boavista FC, e cuja acusação de corrupção, não será certamente sem fundamento, virem falar de "união boavisteira e amor ao Boavista", de "total ausência de culpa neste processo, nunca tendo havido qualquer tipo de coacção sobre árbitros", e de que Ricardo Costa (presidente da CD da Liga), tomou esta decisão "por vaidade", tem tanto de ridículo, como de absolutamente anedótico. Aliás, o tom altivo e grosseiro, de Valentim Loureiro na entrevista à TVI, impondo-se não pela clareza e lógica dos seus argumentos, mas pela altura do timbre da sua voz (o que já é hábito do Major), que roçou na "gritaria", não tem classificação possível, e para mim acentua ainda mais a sua falta de credibilidade.

7) Em suma, um desfecho de um processo, que pode ser analisado por dois prismas. O do facto, de pela primeira vez, se ter feito este tipo de justiça em Portugal, parece positivo. O outro lado da questão, é o que parece ter sido uma saída soft e lisonjeira, para uma matéria que tem em muito prejudicado e retirado transparência ao futebol nacional, nas últimas décadas.


domingo, 4 de maio de 2008

Um balde de água muito fria...

Foi em casa que o FC Porto perdeu, de maneira escandalosa, com o Nacional da Madeira. Um jogo que antevinha bom futebol, com os dois gumes da faca a apontarem um Nacional pressionante devido às suas ambições de um lado e um Porto terrivelmente forte a jogar em casa. Porém, o desfecho da primeira parte não foi muito difícil de adivinhar, pois os jogadores do Porto estavam em tal desconcentração que perderam muitas bolas em zonas vitais, que, felizmente para os "azuis e brancos", o Nacional nem sempre soube aproveitar. O Porto errava muito no sector defensivo do terreno e as transições defesa/meio-campo não podiam ter corrido pior. Lucho González foi provavelmente o único que teve uma exibição minimamente conseguida. Os jogadores da Choupana apostavam numa nova táctica e foi com alguma inspiração que Fábio Coentrão conseguiu bisar frente ao "colosso" português, destacando-se bem neste jogo e sendo considerado por isso, o melhor em campo pelo Jogo Por Jogo. Na segunda parte Jesualdo foi metendo toda a "carne" que tinha para pôr no "assador", lançando Farías e Tarik Sektioui que trouxeram algum dinamismo ao jogo, mas o Nacional estava demasiado forte na defesa e anulou facilmente jogadas calculistas. Destaque ainda para a falta de oportunismo dos avançados do Porto, que deixaram passar algumas situações de golo quase claro em aberto. Já em cima do apito final, Juninho fez um remate traiçoeiro à baliza de Hélton, que devido a um desvio não conseguiu defender a bola. 3-0 para o Nacional foi o resultado final.
Quanto a Coentrão, é um jogador que, apesar de bastante inexperiente ainda, demonstra uma dose elevada de talento, e se trabalhar bastante certos aspectos e for bem aproveitado pelos seus treinadores, pode vir a ser um jogador de referência no nosso futebol. A técnica, está lá. Aquele pé esquerdo não engana.
Um facto, interessante de se verificar, e que acentua ainda mais a hecatombe da última noite, é que, o FC Porto, sofreu num só jogo 75% dos golos (3 em 4), nos 15 jogos disputados no seu terreno.
Resumindo, a equipa que ontem, actuou, não foi sequer uma caricatura da equipa tricampeã, apresentando-se mal colectivamente, disconexa, e com uma defesa, que foi tudo menos o coeso bloco das outras 28 jornadas. A ausência total de pressão, revelou ontem, a sua outra face, porque depois, da exibição convincente (e muito, num jogo que o Porto não tinha nada a perder ou a ganhar) em Guimarães, os «dragões» apresentaram-se frente ao Nacional, demasiado relaxados e desconcentrados, descurando o profissionalismo exemplar, que é uma das suas imagens de marca.


quarta-feira, 30 de abril de 2008

Paulo Assunção, o jogador invisível


Não marca golos, não remata sequer, não faz assistências, não tem jeito para cobrar livres, não faz passes longos, não dribla, não é super rápido, não se destaca pela agressividade, não é alto, não é forte, não vende capas de jornal, não usa penteados extravagantes, não calça chuteiras laranja fluorescente...
Enfim, quem é então este jogador?
É o melhor médio-defensivo da Bwin Liga, Paulo Assunção da Silva, ao lado de Lucho e Lisandro, uma pedra nuclear, na conquista do título esta época.
Para quem não se lembra, Paulo Assunção, apareceu no FC Porto, em 1999/2000, como avançado, tendo efectuado, jogos somente pela equipa "B" dos «dragões». Como é que passado uns anos é um dos melhores médios-defensivos da Europa? Não se sabe. Só se sabe que se eclipsou, jogando dois anos no Palmeiras, aparecendo depois em 2002, no Nacional, já como médio. Depois, em 2004, protagoniza aquele célebre conflito entre Nacional e Sporting (o primeiro de dois), e acaba no FC Porto, que o empresta por uma época ao AEK de Atenas, treinado na altura por Fernando Santos.
Em 2005, com Co Adriaanse, ingressa definitivamente no plantel do FC Porto. Inicialmente suplente, joga a titular, com sucesso, num jogo da Liga dos Campeões frente ao Inter (que o FC Porto venceu 2-0), e desde aí, que tem feito quase sempre parte dos "onzes", quer de Co, quer de Jesualdo.
Mas em que é que o brasileiro é bom?
Em tudo. Tudo? Mas ele nem remata à baliza, nem faz os passes longos de Miguel Veloso (nem tem a agressividade na recuperação da bola de Petit ou Binya), dirão alguns. Nem tem de o fazer, digo eu. Se aliasse as suas capacidades, a estas óptimo. Mas como é dificil um jogador ser bom em tudo, eu diria que ele é eficaz, no que compete a um médio-defensivo, e basta. Porque um atleta que jogue nesta posição, deve ser um jogador essencialmente "táctico", ou seja um jogador com sentido colectivo, que saiba ler o jogo, posicionar-se correctamente na ocupação de espaços e que com a bola dos pés, procure acima de tudo não comprometer, efectuando passes simples mas certos. E nisso Paulo Assunção é exímio. O brasileiro, faz quase sempre passes curtos, para o lado às vezes. Alguns críticos, não gostarão, desse factor, mas não valerá mais para o lado, o mais simples possível, e que não se perca à bola, do que fazer passes espectacularmente executados tecnicamente, e que a equipa corra o risco de perder a bola? Claramente. E um jogador, como Paulo Assunção, que cumpre sempre tacticamente, sacrifica o brilho individual em detrimento do sucesso colectivo, estando sempre no sítio correcto (parece que adivinha onde a bola vai cair), e tendo uma percentagem de passes falhados muito baixa, qualquer treinador gostaria de ter no seu plantel. É um jogador, que sem ser alto e viril, nem tecnicamente evoluído, é sobretudo inteligente. É esse o ponto forte de Assunção! Os fracos, é que não remata praticamente nunca, e fica muito remetido atrás por vezes, não apoiando muito a equipa no ataque. Mas serão reais pontos fracos? Competirão essas tarefas ao "trinco"? Eu julgo sinceramente que não. Aliás, o facto de iniciar a fase de construção de jogo da equipa (o esférico passa quase sempre por ele), não comprometendo a posse de bola, será já uma ajuda ofensivamente.
Resumindo, julgo que mesmo sendo invisível para alguns, Assunção, tem mesmo uma quota parte significativa no sucesso do FC Porto, e é sem dúvida alguma, e volto a dizer, o melhor médio-defensivo a jogar em Portugal, e apenas não entendo, porque nunca é referido pela comunicação social, quando se fala em potenciais transferências para o estrangeiro. Talvez os motivos sejam os "nãos" do primeiro parágrafo...

domingo, 20 de abril de 2008

FC Porto 2 - 0 SL Benfica - 27ª Jornada Bwin Liga




Os editores do jogoporjogo estiveram presentes na vitória do Porto sobre os «encarnados» no Estádio do Dragão (cerca de 50.000 espectadores presentes), naquele que foi o último dos clássicos desta temporada.
Num jogo que trazia alguma responsabilidade à equipa de Fernando Chalana, onde os jogadores iriam tentar sair da maré negra de resultados escandalosos (Académica 3 - 0 Benfica ; Sporting 5 - 3 Benfica) e assim procurar assegurar o 2º lugar, tanto o produto final como o desenrolar dos eventos não foram muito gratificantes. Chalana voltou a deixar Cardozo no banco e lançou Nuno Gomes na frente, junto com Di María. O lesionado Petit foi substituído pelo esforçado, mas improdutivo Binya (que acabou expulso pouco antes do final). O Porto utilizou o seu onze vencedor do costume.
Contudo, o Benfica, apesar de se apresentar no Dragão com um certo brio e organização defensiva, foi débil em termos de construção ofensiva, criando um número muito reduzido de oportunidades de golo. Depois de uma primeira parte relativamente equilibrada, em que o Porto marcou cedo, aos 7' por Lisandro López, condicionando de certa forma a estratégia do Benfica, o domínio do FC Porto acentuou-se, sobretudo, no segundo tempo, com os «dragões», a empurrarem as «águias» para trás, que iam perdendo metros no terreno, com os seus centrais bastante seguros, a adiarem o segundo golo, que apareceu inevitavelmente aos 80', novamente por Licha com um remate semelhante ao do primeiro golo.
Em termos de respostas dos «encarnados», apenas Cristian e Rui Costa iam tentando "pegar" no jogo do Benfica, mas desta vez não havia música para o maestro, ou melhor, a "orquestra" não estava a corresponder, comprovando-se uma significante inoperância dos restantes colegas, que numa equipa sem quaisquer rotinas colectivas, não estavam a criar linhas de passe, obrigando vários jogadores a recorrer a inconsequentes individualismos, para tentar inverter o rumo dos acontecimentos. Nuno Gomes, mal municiado, e pouco inteligente nas movimentações, foi dos piores senão o pior, dos «vermelhos», a efectuar uma exibição muito pobre, que se resume à pergunta seguinte: "Ele esteve em campo?"

A nível de massa associativa, podemos dizer que os estádio estava cheio, exceptuando um determinado sector...o da claque do benfica. Apenas surgiram na segunda metade os poucos adeptos da equipa visitante e foram completamente apupados pelo estádio inteiro. As claques portistas também estiveram ao seu mais alto nível com alguns cartazes bastante originais.
Em suma, três pontos justos para os tricampeões, que demonstraram mais uma vez o porquê dessa conquista, apesar de já nada estar em jogo. Profissionalismo acima de tudo portanto.
Também ao Benfica nada poderá ser apontado nesse âmbito, e nesta altura apesar de não terem produzido muito, fizeram a exibição possível, contra um adversário que neste momento, não é do seu campeonato. O seu campeonato, como Chalana referiu e muito bem no final do jogo, começa agora, com os da Luz, apesar da derrota, a ficarem a somente um ponto de distância do Sporting, que foi copiosamente derrotado em Leiria (4-1), perante o "lanterna-vermelha" da bwin Liga, que assim adiou a sua despromoção matemática.

Curiosidade: Não poderia deixar de mencionar a carga irónica, de aquando o fim do jogo, a passagem da música "Chamem a pulissia" dos Trabalhadores do Comércio no Estádio, numa clara provocação ao SL Benfica, tendo em conta as declarações do seu presidente, após o jogo do Bessa. Teve a sua piada.



Melhor em campo: Lisandro López, Nota 9
Melhor do SL Benfica: Cristian Rodríguez, Nota 5





quarta-feira, 16 de abril de 2008

Meias-Finais da Taça de Portugal 07/08




Já são conhecidas as duas equipas que se irão defrontar no dia 18 de Maio de 2008, no tradicional Estádio do Jamor, para disputar a cobiçada Taça de Portugal. Falo do Sporting C.P. e do F.C Porto.





Em dois jogos muito diferentes, tanto o prol como o desfecho de ambos foi um tanto "massivo", com algumas variações de atitude ( bastante grandes ) entre os dois blocos de 45 minutos.




V. Setúbal 0-3 FC Porto


No desafio que opôs os «dragões», aos «sadinos», com estes últimos a ter a vantagem de jogar em casa e o F.C. Porto a de trazer uma vitória sobre o Setúbal, jogou-se muito futebol mas também se praticou muito "filme", e, aqui no jogoporjogo, somos fiéis à opinião de que existiram alguns factores que diminuiram a qualidade da partida. A primeira parte teve duas equipas a atacar em peso, mas com um ligeiro declínio positivo para o Porto, que alinhava com o seu onze habitual e começava desde cedo a fazer das suas, se bem que com um Paulo Assunção mais agressivo ( amarelo questionável logo aos 8 minutos ) e um Ricardo Quaresma bastante desconcentrado ( cobrança de bolas paradas muito fraca e desatenção geral, mas acabou por recuperar na segunda metade). Mas mesmo assim o Setúbal lá ia respondendo com algumas das famosas cargas de Cláudio Pitbull e alguns lances de bola parada, que o Vitória procurou bastante ( por vezes, até em demasia). Porém, os golos desta partida viriam a pertencer aos «azuis e brancos» e uma pequena infelicidade do lateral do Setúbal, Jorginho, permitiu ao Porto chegar ao 1-0, por volta dos 37', na sequência de um pontapé de canto (marcado por Raúl Meireles). Os «sadinos» reagiram bem ao golo e ainda causaram algumas chatices aos portistas. Porém, a figura que se viria a destacar nesta partida seria um dos "suspeitos do costume", Lucho González, que, desta vez, ao invés de assistir os golos, decidiu marcá-los...e logo dois! O 2-0 proveio dum remate cruzado que o guardião Eduardo à partida teria dominado, só que desta vez a bola veio traiçoeira e o guarda-redes ficou bastante mal na fotografia. Já o 3-0 não deu qualquer hipótese a Eduardo, já que, como todos sabemos, Lucho tem uma enorme precisão em passes e se recordarmos alguns golos ( até mesmo os penalties ) é claro que este jogador tem muito boa pontaria, e assim o confirmou neste golo colocadíssimo ao poste esquerdo.
Num jogo que não foi directamente influenciado pela arbitragem de Pedro Proença existiram, contudo, algumas decisões "menos vulgares" e por isso este árbitro leva a nota 4,5.

Melhor em campo: Lucho González / Raúl Meireles, nota 8
Melhor do Vitória de Setúbal: Cláudio Pitbull, nota 6




Sporting CP 5-3 SL Benfica


O embate que opôs, «águias» e «leões», teve um desfecho, tão inesperado, que quem nele apostou, num qualquer site de apostas desportivas, recebeu concerteza uma boa injecção de dinheiro na sua conta bancária.
Vamos então falar do jogo, em que a primeira e a segunda parte diferiram bastante, com as duas equipas a apresenterem-se num esquema táctico semelhante (4-4-2 losango), mas com dinâmicas diferentes.
No primeiro tempo, o Sporting com uma posse de bola esmagadoramente superior, não a conseguiu traduzir em golos, pois como já aconteceu inúmeras vezes esta época, os de Alvalade, faziam a sua posse de bola entre a defesa e o meio-campo, mas sem criar rupturas na defesa encarnada, que permitissem penetrar no último terço do terreno. Um jogo sem ideias e previsível. As «águias», que tiveram em Di María, a grande surpresa no onze inicial (em detrimento de Cardozo), e simultaneamente o seu maior trunfo no primeiro tempo. O argentino, muito mais móvel que o paraguaio, entendeu-se com Nuno Gomes, e conseguiu baralhar a defesa do Sporting. O primeiro golo do Benfica, nasce de uma combinação, entre Di María e Rui Costa, com o veterano a concretizar bem. O segundo, aconteceu com um cabeceamento de Nuno Gomes, após cruzamento do lado esquerdo dos «encarnados», com Abel mal posicionado a colocar em jogo este, quebrando a linha de defesas da sua equipa. 0-2 ao intervalo. Convém, também referir, que ainda ao minuto 42, Izmailov entrou pelo desinspirado Adrien, e foi a primeira carta lançada por Paulo Bento, rumo à vitória, visto que o russo imprimiu mais velocidade e dinâmica no lado direito do meio-campo do Sporting, enquanto Moutinho, na posição 6, esteve em melhor plano que Adrien Silva no primeiro tempo.
A segunda parte, iniciou-se com o Sporting, muito mais agressivo, a tentar chegar ao golo, nem que fosse através da meia distância (exemplo: Moutinho), com Quim em óptimo plano, a adiar o primeiro golo dos da casa. O Benfica, estava demasiado recuado no terreno, e aos 68' o Sporting chega ao primeiro golo por Yannick, numa altura em que Chalana, já tinha retirado o esgotado Di María, pelo romeno Sepsi, no sentido de reforçar o meio-campo, contudo esta alteração teve efeito quase nulo, com este meio perdido em campo. Aos 76' Liedson faz o 2-2, e aos 79' o regressado Derlei (entrou por Romagnoli) concretiza a "cambalhota" no marcador (3-2). Quando se pensava que o jogo estava resolvido, após dois maus alívios da defensiva «verde e branca», Cristian Rodríguez coloca a bola no fundo das redes de Rui Patrício e faz o empate (3-3). Pensou-se de imediato em prolongamento, mas aos 84' Yannick num golpe de magia de fora da área, faz o 4-3. Chalana, coloca "a carne toda no assador", introduzindo o gigante Cardozo, levando Paulo Bento a introduzir de imediato Gladstone para compensar. Nada para dizer, até aos 93' em que uma perdida de bola no meio-campo do Benfica, e perante uma defesa descompensada, Miguel Veloso cruza, e Vukcevic num remate de primeira, faz um golaço, fechando o marcador em 5-3 final.
8 golos, jogo épico, apesar das falhas tácticas das duas equipas, esta partida foi o que pode ser considerada como "um hino ao futebol".

Melhor em campo: Izmailov, Nota 8
Melhor do SL Benfica: Rodríguez, Nota 7

Sondagem Jogo por Jogo - Tarik Sektioui eleito jogador revelação da Bwin Liga


Será Tarik Sektioui a maior revelação desta Bwin Liga 2007/2008? Os eleitores do Jogo por Jogo, responderam afirmativamente (60%).
À frente de nomes que também surpreenderam, como Vukcevic ou Desmarets, o experiente extremo marroquino do FC Porto, nascido em Fès, a 13 de Maio de 1977, foi o escolhido.
O que é curioso, é que o norte-africano, não é novidade nesta liga. Já esteve duas meias épocas em Portugal. Da primeira, em 1998-1999, no Marítimo, poucos se lembrarão dele, mas a sua participação a titular nos primeiros jogos do FC Porto, na época passada, não estará certamente esquecida. E o que parece estranho, foi que nesses 4/5 jogos iniciais, até esteve em bom plano, fazendo uma boa assistência logo no primeiro jogo, com a União de Leiria, e marcando um golo na goleada com o Beira-Mar. Bons apontamentos, é certo. Não obstante isso, eclipsou-se das convocatórias de Jesualdo Ferreira, rumando em Janeiro, aos holandeses do Waalwilk, por empréstimo. Provavelmente, esta imbirração de Jesualdo, terá a ver com o facto de este ser uma aposta totalmente pessoal, do então demissionário Adriaanse, que o treinou no AZ Alkmaar. Ou talvez não. O facto é que deu "o braço a torcer", e na pré-época 2007-2008, passou de provável dispensado, a titular indiscutível. E com sucesso.
Conhecido como Tarik, mas com Sektioui nas costas, o marroquino demonstrou atributos válidos. Com belíssima técnica individual (já se tinha notado nos primeiros jogos da época anterior), este ala aliou esta mais-valia a uma razoável capacidade de concretização (6 golos até ao momento no campeonato), sendo por isso uma das principais armas do contra-ataque portista, e tendo por isso, marcado alguns golos de belo efeito, como aquela obra prima "à Maradona" frente ao Marselha.
Aparecendo tanto num como noutro flanco com a bola controlada, formou com Quaresma e Lisandro, o trio de ataque na maior parte dos jogos.
Não terá, certamente, a velocidade de ponta de Bosingwa, nem o virtuosismo de Quaresma, mas acaba por reunir um pouco dos dois, sendo hoje presença assídua na selecção de Marrocos, tendo representado estes na CAN 2008, em Janeiro.
Uma boa surpresa este africano...


domingo, 6 de abril de 2008

Bwin Liga: Futebol Clube do Porto + 15



No rescaldo do tricampeonato portista, é importante fazer uma reflexão, acerca deste campeonato, e da época sofrível de Benfica e Sporting, tendo em conta os objectivos iniciais.
Sobre o Futebol Clube do Porto, já muito foi falado, inclusive já escrevi um artigo em que estão explicadas, uma por uma as razões do sucesso, pelo que não vale a pena um grande alargamento, sobre esta matéria. Foi superior, desde o modo como lidou com a imprensa, até à qualidade de jogo praticada, passando pela gestão financeira. Importa agora analisar, os restantes 15, a anos-luz do poderio futebolístico do Porto.
Começo pelos Vitórias, de Guimarães e Setúbal, duas equipas que tem de ser postas noutros termos das restantes, pois estão muito bem dirigidas, praticando um futebol definido e característico (principalmente o Setúbal), e onde as capacidades dos seus jogadores estão "expremidas" até ao máximo. Sobre essas duas, nada a dizer, são a par do Porto, modelos de boa gestão desportiva, nesta época 2007-2008. Importa também, referir, que o Guimarães, apesar de ser um histórico, uma equipa que movimenta milhares de adeptos aos estádios, voltou este ano da segunda liga, o que lhe dá ainda mais mérito.
Vou agora falar de Benfica e Sporting. Os «encarnados», são na minha óptica, o melhor exemplo de má gestão desportiva da liga, pois ao contrário dos «leões», o Benfica gastou milhões em contratações (cerca de 30), mais de quatro vezes o que dispenderam o seus "rivais da segunda circular". Contratações sobrevalorizadas, excesso de tempo de antena do seu presidente (e mal usado, dizendo muitas barbaridades), falta de um director e estratégia definida para o futebol, muitas lesões musculares (provavelmente devido a uma pré-época mal planeada), e três treinadores (Camacho, entra num timing erradíssimo), foi assim a queda da «águia». Quanto às contratações gostaria de colocar uma questão pertinente, que já há muito me intriga. Como é que o Braga, que certamente não poderá gastar mais de um milhão de euros num jogador, contratou Roland Linz (um belíssimo ponta-de-lança), e o Benfica, não só não o faz, como contrata Makukula por 4,1 milhões de euros (um jogador que não vale, nunca mais que um milhão), Bergessio por 2 milhões (que praticamente nem jogou), e Cardozo por 9 (este bom jogador, mas cujo passe me parece bastante inflacionado, em comparação com a real valia do atleta). Neste caso, Porto e Sporting, também preferiram Farías (4) e Purovic (1), em vez do avançado austríaco, o que sinceramente não compreendo também. Porque ir buscar caro ao estrangeiro, quando temos bom e mais barato, cá dentro? Enfim...
A má época do Sporting, penso que pode ser justificado pelo factor inverso, ou seja em vez de desrigor na gestão do clube, e nos gastos com contratações, observamos neste, provavelmente um problema de "rigor a mais". A preocupação com o não gastar, e ser rigoroso financeiramente, devido ao elevado passivo, levou o clube a fazer maus investimentos, ou seja como se costuma dizer por vezes, o barato pode sair caro. Pensou-se em Grimi para defesa-esquerdo no Verão, por questões monetárias, veio Had (que já nem lá está, e o argentino acabou mesmo por vir) mais barato, mas com esta situação, o Sporting esteve 6 meses sem um bom lateral esquerdo. Falava-se de Maxi López para a frente de ataque, veio Purovic, Derlei e depois Tiuí, por serem mais baratos, sendo no entanto jogadores completamente banais (Derlei é outra situação, teve azar com as lesões). Vukcevic e Izmailov, bons jogadores, foram excepções. Os restantes reforços vieram da formação «leonina», o que como se pode verificar, apesar de ser bem pensado, não basta, para uma equipa com as supostas aspirações do Sporting Clube de Portugal. Depois houve, também o "caso Stojkovic" que não se percebeu bem, o que se passou, a partir do momento em que este excelente guarda-redes sérvio passou para o banco de suplentes, saltando o promissor, mas imaturo Rui Patrício para a titularidade, fazendo o Sporting perder pontos em alguns jogos.
Acerca do resto das equipas, não há muito a dizer. O Braga, com plantel pelo menos igual ao do Guimarães, repleto de qualidade, está a realizar uma época muito aquém das expectativas, onde se esperava mais uma vez, que dessem o "salto", e se colassem na luta pela Liga dos Campeões. Problemas internos, como os casos com César Peixoto e João Pinto (que saiu), e a troca de treinadores, poderão ser alguns dos factores. O Marítimo com o 4º maior orçamento da liga (8 milhões de euros), também não está a corresponder na plenitude às expectativas dos seus adeptos.O Belenenses e o Boavista, não estão mal de todo, com os segundos depois de um início de época fraco, a melhorarem bastante após a troca de presidentes, que trouxe alguma estabilidade. O Nacional, com alguns bons executantes técnicos, também está muito aquém das capacidades, marcando muito pouco, procurando essencialmente não sofrer, jogando um futebol bastante lento, num estilo muito "abrasileirado", mas com um treinador daqueles não se pode esperar mais.
Das equipas que lutam pela manutenção, penso que o Paços de Ferreira (apesar de estar abaixo da "linha de água"), tem sido ao longo da prova, a equipa que melhor futebol, tem jogado, procurando sempre a vítória, num futebol empolgante, como é normal nesta equipa de José Mota. Contudo, os custos duma participação europeia, para um clube tão pequeno, foram enormes. Tal como o Leiria (estes também com muitos problemas extra-futebol), que participou na Intertoto e UEFA, e está a realizar uma época assombrosamente má, que irá levar este clube, certamente à Liga Vitalis na próxima época. Académica, Naval, Estrela e Leixões, restantes equipas envolvidas na briga da manutenção, praticaram tal como os leirenses, e em quase todos os jogos, futebol de péssima qualidade, de acordo com a capacidade da maioria dos seus praticantes e dos conhecimentos dos seus técnicos.
Resumindo, e concluindo, temos uma Liga, onde a qualidade não abunda, bem como a própria gestão, quer desportiva, quer financeira, da maioria dos clubes, praticando um futebol fraco e denotando dificuldades financeiras, como por exemplo Boavista e Estrela da Amadora. As médias de assistências, foram horríveis ( menos Porto, Benfica, Sporting, Guimarães e Braga), com os estádios quase sempre vazios, dando uma pálida imagem do nosso futebol. Ao nível do que se faz dentro das quatro linhas, num campeonato, que continua sem credibilidade, devido à morosidade do vergonhoso processo "Apito Dourado" (Em Itália o Calciocaos, foi rapidamente resolvido). Porém, o Porto foi superior a isso, garante o título a cinco jornadas do fim, e só há que elogiar. Que todos fossem assim...
Parabéns FC Porto!




FC Porto sagra-se tricampeão com goleada histórica no Dragão



Dia de festa, muitos sorrisos, adeptos incansáveis e uma vontade enorme de finalmente alcançar aquele importante marco, que é o fantástico Tricampeonato nacional. São estas e muitas outras razões que nos levam a falar do Porto, como uma equipa excepcional a nível nacional, e também a nível europeu.
Para os "dragões" o resto da época torna-se muito mais simples, podendo assim os portistas concentrar todas as suas forças no seu próximo objectivo, a Taça de Portugal. Com alguns jogos importantes, ainda por disputar, é preciso realçar que o campeão não pretende dormir e deixar os outros passar, muito pelo contrário, o Porto ainda tem a sua enorme vontade de vencer, sendo que ainda há muitos objectivos para alcançar tanto a nível do clube como dos jogadores em si mesmos, como por exemplo, a ambição de Lisandro Lopéz de marcar mais golos. E por falar em golos, a noite da consagração teve um gosto especial, já que os "azuis e brancos" com todo o seu entusiasmo, pelo eventual alcance do "tri", aliado à sua imensa qualidade e eficácia, fizeram do Estrela da Amadora o infeliz "bobo da festa", registando a maior goleada da época por 6-0, com golos provenientes das jogadas do costume ( Quaresma com as trivelas, Lucho com os passes em profundidade, etc.) e apontados por alguns dos homens mais influentes do plantel: Lisandro, Lucho, Quaresma, Tarik, e Bruno Alves.
Com os comandados de Daúto Faquirá, a abandonarem o estádio cabisbaixos, deu-se então a festa do título com diversos momentos únicos, como quando Quaresma ofereceu a sua camisola do tricampeonato a um jovem da bancada ou quando um entrevistador da Sportv decidiu acompanhar José Bonsigwa numa corrida lateral para lhe fazer uma entrevista ( um esforço raro! ), e sem esquecer o "banho" de champagne que Jesualdo Ferreira levou.
Toda a equipa está de parabéns, e penso que todos concordamos que o título está bem entregue, mas aqui no jogoporjogo fazemos questão de referir pontos importantes para o sucesso do clube. São eles:
-A explosiva veia goleadora de Lisandro Lopéz que se revelou ainda mais lutador.
-A inteligência distributiva de Lucho Gonzaléz e a sua devoção incondicional pela equipa.
-A coordenação defensiva de Bruno Alves e Pedro Emanuel, que provaram ser a melhor dupla de centrais a actuar em Portugal.
-O incansável José Bosingwa, que muitas vezes puxou a equipa nos seus débeis momentos de contra-ataque.
-A versatilidade ofensiva-defensiva de Jorge Fucile.
-O poderoso Paulo Assunção, que sem chamar a atenção, provou ser um elo fundamental na equipa em todos os aspectos.
-O potente disparo de Raúl Meireles e a sua crescente percepção de jogo central e linear.
-As habilidades e trivelas de Ricardo Quaresma, que continua a deixar fundamentos da sua enorme qualidade.
-O trabalho de Tarik e os seus abençoados momentos de inspiração e corrida.


Gostaria de salientar também a ligeira importância que Farías teve, aquando a altura em que começou a entrar mais no jogo e também a marcar, provando ser também útil, e um capaz substituto de Tarik.
João Paulo e Mário Bolatti foram utilizados escassas vezes mas provaram ter capacidades. Mariano González foi recentemente adaptado a lateral, que é uma posição onde promete visto ser um jogador maioritariamente rápido e com alguma habilidade, mas precisa de mais trabalho.
Quanto aos guarda-redes Hélton e Nuno, há pouco a dizer, não por falta de mérito próprio, mas por falta de ocasiões para se destacarem, já que o Porto tem a melhor defesa do campeonato.
Hélder Barbosa, Milan Stepanov, Kazmierczak, Leandro Lima, Rabiola e Lino acabaram por ser reforços que não chegaram a aproveitar bem as suas oportunidades, talvez também por falta de tempo mas a verdade é que a época ainda não acabou...
Queria destacar ainda a gestão de esforço, e rotatividade de Jesualdo que penso ser uma das suas características fortes, assim como a sua seriedade em campo.
Parabéns aos Tricampeões!

segunda-feira, 31 de março de 2008

FC Porto 2 - 1 Belenenses - As reviravoltas estão na moda!

Neste último domingo, o FC Porto deslocou-se ao Estádio do Restelo para defrontar o Belenenses, a única equipa que conseguiu pontuar no Estádio do Dragão. Este confronto prometia testar a vontade dos "azuis e brancos" em agarrar de uma vez por todas, o já quase garantido tricampeonato. Porém, os comandados de Jorge Jesus não estavam na disposição de deixar o Porto chegar à vantagem e queriam surpreender os "dragões" desde muito cedo. A primeira parte viu um Belenenses, mais "faminto" e sempre a tentar explorar lances de contra-ataque rápidos, tendo alguns levado Hélton a esticar-se bem. Já o Porto, ia conseguindo atacar com remates tendenciosos ao ângulo inferior direito da baliza do Belenenses, mas com Júlio César a limpar o perigo. Aos 41', Rúben Amorim foi encontrar Weldon com um cruzamento bem colocado e que com alguma desatenção da defesa do Porto, permitiu isolar o brasileiro Weldon, que, em frente a Hélton, justificou os 7 golos que já leva na competição.
Após o intervalo, o Porto voltou mais forte, um pouco como em Matosinhos, talvez para ter ainda tempo de experimentar algo de novo neste confronto, mas a verdade é que o Belenenses teve muito crédito neste encontro. Apesar disso, Lisandro López o matador do costume, conseguiu aos 49' empatar a partida com um potente remate por entre as pernas de Rolando e que deixou Júlio César batidíssimo. Por volta dos 70' uma grande asneira de Paulo Assunção, que fez uma exibição muito abaixo do esperado, obrigou a que Pedro Emanuel derrubasse de forma perigosa o avançado Weldon, e apesar de não ter sido uma entrada propriamente violenta, foi num lance de ataque rápido, e Pedro apenas viu o cartão amarelo, o que deixou tanto equipa do Belenenses, como adeptos em puro choque. O jogo continuava com mais do mesmo, e o relógio apertava tanto para um lado como para o outro, tentando os treinadores refrescar as equipas com as entradas de Kazmierczak no Porto, e João Paulo e Rafael Bastos no Belenenses. Aos 93 minutos, foi assinalada uma penalidade feita sobre Quaresma, que a mim não me cabe comentar, porque não sou árbitro, mas apenas admito que da posição onde Lúcílio estava, o lance aparentava obviamente para "penalty". E assim foi, Lucho não perdoou e apontou então o decisivo 1 - 2 para os portistas.
Um jogo com bom futebol curto do Belenenses, bons lances individuais do Porto, e bastantes interrupções.
Curiosidade: Ao longo do jogo sempre se ouviu o latir de um cão, pois bem, pelos vistos a segurança do Estádio do Restelo decidiu levar cães polícia desta vez, numa sugestão que deveria ser levada a cabo em jogos mais perigosos....


Melhor em Campo: Lucho González, nota 8
Melhor do Belenenses: Silas, nota 7

terça-feira, 25 de março de 2008

A máquina trituradora portista


Quando observamos a classificação, facilmente verificamos a elevada distância pontual do primeiro classificado, FC Porto, para os restantes. É como se existisse um fosso, a separar dois campeonatos distintos. Mas porque é que isto acontece? Porque é o Porto o único clube português neste momento, com capacidade para se bater de igual para igual, com a primeira linha do futebol europeu?
É tudo bastante simples de entender. Em primeiro lugar, o FC Porto, manteve a sua equipa base do ano passado (apenas saiu Pepe, as restantes peças base ficaram), que tinha qualidade, bem como a maior parte do plantel, o que traz desde logo estabilidade. Apostou também na continuidade a nível técnico, mantendo o seu treinador campeão, Jesualdo Ferreira, que não sendo nenhum mestre da táctica, é um líder de balneário capaz, e sabe perfeitamente como se relacionar com a imprensa. Este prolongamento de equipa e treinador é muito benéfico, pois permite que se continue a trabalhar o mesmo modelo de jogo, criando-se rotinas e sistematizando-se ainda melhor este.
Em segundo lugar, a acrescentar aos jogadores que transactaram da época passada, vieram alguns novos, que não trouxeraram muito de novo (à excepção de Tarik), mas que permitiram a Jesualdo alargar o seu leque de opções, ficando o plantel com mais soluções para enfrentar uma longa temporada, com muitas competições em disputa. Embora alguns jogadores ainda não se terem adaptado totalmente, tal como Kazmierczak, Leandro Lima, Lino ou Bolatti, e não serem reais alternativas aos titulares, com outros não foi bem assim. Tarik Sektioui regressou, impondo-se na primeira equipa, mostrando técnica e velocidade nas alas, e marcando golos fabulosos, como aquele de mestre, frente ao Marselha. Nuno, Mariano, ou mais recentemente Farías, vieram também acrescentar opções ao plantel dos «dragões».
A nível de opções técnicas, a passagem de Lisandro López, de um dos flancos, para o eixo do ataque, revelou-se também um tremendo sucesso, quer para o jogador, quer para a equipa. O argentino, mais ambientado àquelas zonas mais centrais do terreno, "explodiu" finalmente, e já leva 19 golos, tendo já sido chamado à selecção do país das pampas.
Para finalizar, gostava também de salientar, a extrema importância para o êxito, do presidente «azul e branco», o mito Jorge Nuno Pinto da Costa. Remetido ao silêncio, falando para o exterior somente em momentos estratégicos, traz estabilidade para os jogadores poderem melhor desenvolver o seu trabalho, ao contrário de alguns, nomeadamente um, mais a sul, que aproveita cada microfone, para aumentar o seu tempo de antena, criticando tudo e todos, e prometendo "mundos e fundos" difíceis de virem a ser cumpridos.
A nível financeiro, Pinto da Costa, foi também mais uma vez sagaz, realizando um encaixe de cerca de 60 milhões de euros, em vendas de jogadores (Pepe, Anderson, Ricardo Costa), gastando somente 12/13 na constituição do plantel para esta temporada 2007-2008. Provou que sem os 30 milhões, esbanjados na Luz, conseguiu fazer mais e melhor. A venda de Pepe, um defesa, por 30 milhões ao Real Madrid, foi algo de genial.
Com um plantel, que chega, sobra, e volta a chegar, para as necessidades nacionais e se desenrasca ao mais alto nível europeu, o Futebol Clube do Porto, continua a não dar tréguas à concorrência, levando alguns críticos a questionar-se, se um campeonato mais competitivo como o espanhol, não estaria mais ao nível deste clube.


sábado, 15 de março de 2008

Leixões 1 - 2 FC Porto

No Estádio do Mar, o desafio que opôs os líderes do campeonato, com a equipa mais próxima da linha de água, teve um desenrolar muito distinto do que se estava à espera. Como sempre, o FC Porto entrou "à matador", apostando em lances rápidos e precisos, baseados na inteligência e visão de jogo de Lucho González e nas diagonais de Lisandro e Ricardo Quaresma. O Leixões respondia de maneira fraca e irregular sem qualquer perigo para Hélton. Porém, não só na primeira parte, mas também ao longo de todo o jogo, é impossível não reparar numa clara deficiência a nível dos árbitros de linha, que prejudicaram, maioritariamente, os "dragões", tirando mais de 3 foras-de-jogo mal assinalados e que poderiam ter ditado o resultado. O Leixões pôde ainda contar com algumas boas intervenções de Beto que permitiram à equipa de Matosinhos chegar ao intervalo com um empate a zero.
Na segunda parte, as coisas mudaram a partir do golo do Leixões aos 51' apontado por Roberto após cruzamento de Hugo Morais com a equipa da casa a tentar regular jogo e ao mesmo tempo queimar algum tempo...Beto continuava a impedir os dragões de marcar. Isto durou até ao minuto 76' quando Tarik, após um bom cruzamento de Raúl Meireles, faz o passe de cabeça para o domínio de Lisandro que rematou de sangue-frio em frente ao guarda-redes do Leixões fixando o 1-1. Quase de imediato após o golo, mais uma falha da arbitragem, desta vez com Bruno Alves a merecer, no mínimo um amarelo depois de uma bruta entrada sobre Jorge Gonçalves ( um dos poucos que esteve ao nível do desafio ). O Leixões parecia querer continuar a sua passividade e esforçar-se para chegar ao precioso pontinho comum, mas mais uma vez Lucho provou ter bom olho e por volta dos 85' executa um passe longo para Tarik que faz um "chapéu" a Beto e que depois dá o toque definitivo, congelando o resultado. Apesar de ser quase milimétrico, um fora-de-jogo é um fora-de-jogo e mais uma vez a arbitragem não esteve bem. 1-2 para os "azuis e brancos" foi o resultado final.



Golos: 1-0 Roberto 51' , 1-1 Lisandro López 76' , 1-2 Tarik Sektioui 85'

Melhor em Campo : Raúl Meireles, Nota 8
Arbitragem : Fraca

quinta-feira, 6 de março de 2008

FC Porto 1-0 (1-4 g.p.) Schalke 04

Jogo verdadeiramente épico no Dragão. O FC Porto dominou, do príncipio ao fim, um jogo que os alemães só se preocuparam em defender, mesmo jogando durante largo período contra 10, contando com a preciosa ajuda do seu jovem guarda-redes Neuer a efectuar uma "monstruosa" exibição. Os «dragões» carregaram do princípio ao fim, com os seus jogadores a falharem golos inacreditáveis (Tarik Sektioui, Quaresma, etc), uns por demérito seu, outros devido à soberba actuação do guarda-redes alemão, chegando ao golo ao minuto 85' pelo inevitável Lisandro, um golo de boa execução, bem ao seu jeito recebendo a bola de Lucho González, rodando e rematando com um belo efeito.
No prolongamento foi mais do mesmo, nem valendo a pena falar deste. Boa actuação de quase toda a equipa do Porto, na qual destaco pela positiva Lucho, Lisandro e Paulo Assunção, a pequena formiga de trabalho ao nível da recuperação de bola, e pela negativa Quaresma, que mais uma vez se perdeu em individualismos desnecessários.
Na lotaria das grandes penalidades, a sorte sorriu aos de Gelsenkirchen, mais uma vez com o contributo de Neuer, a defender dois penalties.
Desfecho amargo da eliminatória para os «azuis e brancos», perante tão notória superioridade em ambas as mãos, em que os seus jogadores demonstraram claro superavit técnico em relação aos germânicos. A nível de arbitragem, nomeadamente em termos disciplinares, nota 0 para o árbitro inglês Howard Webb, ao não assinalar livre e consequente vermelho directo a Hélton, pela defesa fora da grande área do FC Porto, e ao ter um critério exagerado ao expulsar Fucile (o cartão amarelo era o adequado) , assim como uma penalidade sobre Ernesto Farías que foi obviamente derrubado por detrás na área do Schalke 04
Enfim, fica para o ano...

Melhor em Campo: Manuel Neuer, Nota 10
Melhor do FC Porto: Lucho González, Nota 9


Noutros jogos destacaram-se o Chelsea FC que bateu o Olympiakos por 3-0 e o AS Roma que repetiu o 2-1 da primeira ronda, lançando o "merengues" do Real Madrid borda fora. Falta o desafio Internazionale x Liverpool que irá decorrer dia 11 de Março.




domingo, 2 de março de 2008

Boavista FC 0-0 FC Porto - Bwin Liga 21ª Jornada


Num derby que antevinha um jogo de futebol no seu melhor, tanto o Boavista como o FC Porto não fizeram muito para ir além do empate.
Jaime Pacheco surpreendeu os "dragões" com uma equipa diferente, mais veloz no ataque e mais precisa nos passes, ao passe que Jesualdo optou por poupar alguns jogadores de início e utilizar um onze diferente. O Porto desperdiçou muitas oportunidades claras de golo e o relógio ia contando à medida que esta equipa que não se demonstrou muito enquadrada deixava escapar golos e golos...na segunda parte com a entrada de Quaresma surgiram mais oportunidades e algumas delas muito perigosas para o guarda-redes Peter Jehle, porém a posição nº10 não é muito bem preenchida por Quaresma...as substituições tardaram um pouco e Jesualdo tentava que os jogadores titulares conseguissem favorecer os azuis e brancos. A chance vai para Ricardo Quaresma que já perto do fim chutou para a baliza num remate ao ângulo mas que acertou naquele preciso ponto onde os postes se encontram. Muito azar para os visitantes.