terça-feira, 1 de abril de 2008

AS Roma 0 - 2 Manchester United / Schalke 04 0 - 1 Barcelona


Da primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões 2007/2008, já são conhecidos dois resultados, que, provavelmente, ditarão as equipas a passar às meias finais, já que os vencedores foram vencer os oponentes fora, o que como todos sabemos, dá uma grande vantagem aos clubes, permitindo assim uma 2ª mão mais "de gestão" de esforço do que propriamente futebol espectáculo. Mas não devemos esquecer aquando no ano passado, o Manchester United, após ter perdido 2 - 1 com a Roma na primeira mão, venceu os romanos em Old Trafford por um histórico 7 -1.
Do Roma-Manchester, gostaria de referir, a superioridade da Roma (que jogou no habitual 4x2x3x1), durante a maior parte do jogo, no plano da posse de bola, e da quantidade de tempo no meio-campo do adversário. Contudo, esse factor não teve relevância no resultado final, pois o Manchester, foi quase sempre mais equipa, forte a defender, fase defensiva essa em que o seu habitual 4x3x3 de ataque, se transformava numa espécie de 4x5x1, onde os espaços defensivos eram bem ocupados pelos seus jogadores, ficando somente Rooney no meio-campo adversário. Para além disso, foi mais eficaz na hora de rematar à baliza, concretizando nos dois golos, as poucas oportunidades que teve até ao segundo tento, onde Doni não fica isento de culpas. A partir daí a Roma do bom futebol, e da grande envolvência ofensiva dos seus laterais, quebrou, provavelmente devido à discrença anímica que se instalou. O Manchester podia ter dilatado, nesta fase, a vantagem por várias vezes, e controlou perfeitamente as investidas dos jogadores romanos. Lembro-me agora de um remate espectacular, e de primeira, de Cristiano Ronaldo, que bateu com violência na trave da baliza de Doni.
Ganhou, não a equipa que praticou o futebol mais bonito, mas sem dúvida, a melhor e mais experiente.
Gostaria também de referir, que as ideias estereotipadas, de que as equipas italianas, ou inglesas, jogam "assim ou assado", deveriam acabar de uma vez por todas, ao contrário do que muitos comentadores, fazem crer, pois num futebol cada vez mais globalizado, as identidades nacionais, são cada vez menos visíveis, na forma de jogar das equipas, principalmente numa competição de alto nível, como a Liga dos Campeões. E hoje isso foi notório.

Golos Roma-Man Utd : 0-1, Cristiano Ronaldo, 39' ; 0-2, Rooney, 66'

Golos Schalke-Barça : 0-1, Bojan Krkic, 12'

Ambas, as equipas hoje vencedoras, com um "pé e meio", nas Meias-Finais da UEFA Champions League.




segunda-feira, 31 de março de 2008

Sondagem Jogo por Jogo - Eduardo eleito melhor guarda-redes da Bwin Liga

Depois, de Lucho González ter sido eleito, como melhor jogador da Liga no geral, Eduardo foi escolhido pelos visitantes do Jogo Por Jogo, como o melhor jogador entre os postes. Numa votação muito disputada, com Hélton e Quim, com percentagens muito próximas do guardião setubalense, e com Stojkovic, segundo guarda-redes do Sporting, a levar curiosamente vantagem, sobre o titular Patrício, Eduardo venceu. Talvez, não tenha sido pelo seu valor absoluto, que ganhou a sondagem, mas sim pela época que está a realizar, bem como a sua equipa. Mas o facto é que este guarda-redes é de facto bom, e tem sido umas das peças fundamentais na boa campanha do Vitória de Setúbal, tendo sido o principal obreiro do triunfo da final da Taça da Liga, defendendo três grandes penalidades. Mas quem é Eduardo?
Eduardo dos Reis Carvalho, nasceu em Mirandela, no dia 19 de Setembro de 1982, e realizou quase toda a sua carreira profissional, em Braga, onde sem oportunidades, dividiu-se entre a baliza do Braga "B" e o banco de suplentes da formação principal. Poucos o conheciam, até que o ano passado, ingressou a meio da época, por empréstimo, no aflito Beira-Mar, que lutava sofregamente, para não descer, o que acabou por não conseguir evitar. No clube de Aveiro, agarrou a baliza, mas pouco ajudou o clube, tendo revelado insegurança em alguns jogos, como naquele 0-5 frente ao FC Porto, quando sofreu um monumental "frango". Não tinha então grande credibilidade, até que Carlos Carvalhal, que o conhecia de outras paragens, o convidou para jogar em Setúbal. Eduardo aceitou, e foi a melhor opção que poderia ter tomado. Fundamental no Vitória, em várias competições, este titular indiscutível, revelou também jeito para defender penalties, e é neste momento falado, como possibilidade, para completar o trio de guarda-redes luso, no Euro 2008. Está ligado contratualmente ao Sporting de Braga, e renovou contrato até 2013, falando-se que para o ano vai voltar ao clube base, para ser finalmente titular deste.
De besta a bestial, foi um instante...

FC Porto 2 - 1 Belenenses - As reviravoltas estão na moda!

Neste último domingo, o FC Porto deslocou-se ao Estádio do Restelo para defrontar o Belenenses, a única equipa que conseguiu pontuar no Estádio do Dragão. Este confronto prometia testar a vontade dos "azuis e brancos" em agarrar de uma vez por todas, o já quase garantido tricampeonato. Porém, os comandados de Jorge Jesus não estavam na disposição de deixar o Porto chegar à vantagem e queriam surpreender os "dragões" desde muito cedo. A primeira parte viu um Belenenses, mais "faminto" e sempre a tentar explorar lances de contra-ataque rápidos, tendo alguns levado Hélton a esticar-se bem. Já o Porto, ia conseguindo atacar com remates tendenciosos ao ângulo inferior direito da baliza do Belenenses, mas com Júlio César a limpar o perigo. Aos 41', Rúben Amorim foi encontrar Weldon com um cruzamento bem colocado e que com alguma desatenção da defesa do Porto, permitiu isolar o brasileiro Weldon, que, em frente a Hélton, justificou os 7 golos que já leva na competição.
Após o intervalo, o Porto voltou mais forte, um pouco como em Matosinhos, talvez para ter ainda tempo de experimentar algo de novo neste confronto, mas a verdade é que o Belenenses teve muito crédito neste encontro. Apesar disso, Lisandro López o matador do costume, conseguiu aos 49' empatar a partida com um potente remate por entre as pernas de Rolando e que deixou Júlio César batidíssimo. Por volta dos 70' uma grande asneira de Paulo Assunção, que fez uma exibição muito abaixo do esperado, obrigou a que Pedro Emanuel derrubasse de forma perigosa o avançado Weldon, e apesar de não ter sido uma entrada propriamente violenta, foi num lance de ataque rápido, e Pedro apenas viu o cartão amarelo, o que deixou tanto equipa do Belenenses, como adeptos em puro choque. O jogo continuava com mais do mesmo, e o relógio apertava tanto para um lado como para o outro, tentando os treinadores refrescar as equipas com as entradas de Kazmierczak no Porto, e João Paulo e Rafael Bastos no Belenenses. Aos 93 minutos, foi assinalada uma penalidade feita sobre Quaresma, que a mim não me cabe comentar, porque não sou árbitro, mas apenas admito que da posição onde Lúcílio estava, o lance aparentava obviamente para "penalty". E assim foi, Lucho não perdoou e apontou então o decisivo 1 - 2 para os portistas.
Um jogo com bom futebol curto do Belenenses, bons lances individuais do Porto, e bastantes interrupções.
Curiosidade: Ao longo do jogo sempre se ouviu o latir de um cão, pois bem, pelos vistos a segurança do Estádio do Restelo decidiu levar cães polícia desta vez, numa sugestão que deveria ser levada a cabo em jogos mais perigosos....


Melhor em Campo: Lucho González, nota 8
Melhor do Belenenses: Silas, nota 7

Violência "Tiffosi"



O Juventus-Parma, marcado para Domingo à tarde em Turim foi adiado, depois dos responsáveis de ambas as equipas terem chegado a esse consenso. No dia em que morreu atropelado por um autocarro de adeptos da Juventus, um adepto do Parma, supostamente de forma acidental, gostaria de fazer referência a alguns episódios recentes, passados em Itália, também acidentais, mas com contornos mais graves e violentos.


Incidentes
:

2 de Fevereiro de 2007
A federação italiana, foi obrigada a suspender todos os jogos marcados para o fim-de-semana posterior, ao incidente que resultou na morte de um polícia, atingido por um artefacto explosivo. Esta situação aconteceu, após os adeptos sicilianos, do Catania e do Palermo, se terem envolvido numa espécie de batalha campal. Nove apoiantes do Catania, foram nesse dia detidos pelas autoridades.

11 de Novembro de 2007

Adepto da Lázio morre, após rixa entre adeptos romanos e da Juventus, numa área de serviço, perto de Arezzo, na região da Toscana. Terá sido atingido, por uma bala perdida, proveniente da arma de um agente policial, que tentava impôr alguma ordem na situação.

Conclusão:

O governo e federação italiana, já não sabe mais que fazer, para impedir a violência que se verifica num país, em que os clubes estão associados a facções políticas radicais, desde os comunistas da Fiorentina, aos fascistas da Lazio. As rivalidades regionais entre clubes são também intensas, começando pela de Roma, passando pela de Milão, terminando na de Turim, não descurando a siciliana. Existe também uma espécie de guerra Norte-Sul, com os adeptos e cidadãos nortenhos, a não gostarem dos sulistas, como os de Napóles.
Nesta "Argentina da Europa", o futebol mata mesmo, não parecendo haver solução para este problema de cariz essencialmente social, e que tem proporcionado alguns casos trágicos. Ao pé, deste caso, o nosso futebol português, muitas vezes exageradamente considerado pelos media como violento, parece até uma simples "brincadeira de meninos", bem como o mito, de que em Inglaterra há muitos hooligans, quando na realidade nada por lá se passa.
A solução poderá passar por medidas drásticas, judiciais e desportivas, ao nível das tomadas no caso Calciocaos.

Naval 1º Maio 1-4 Sporting CP - 24ª Jornada Bwin Liga


Golos: 1-0, Marcelinho 11'; 1-1, Miguel Veloso 20'; 1-2, Liedson 22'; 1-3, Liedson 36'; 1-4, Yannick 80'

Quando o futebol é praticado, num relvado com as dimensões do da Naval (as mais reduzidas da bwin Liga, muito abaixo da média), inadmissíveis para um clube que joga no primeiro escalão, não se pode exigir que o espectáculo seja bom, dada a tremenda falta de espaço. E este jogo, não fugiu à regra.
O futebol, que ambas as equipas jogaram, foi lento, pachorrento e mastigado, com o Sporting a ter sempre o domínio do jogo, com alguns lances bem delineados. Contudo, a Naval chegou primeiro ao golo. Após um canto, e corte de Miguel Veloso, a bola sobrou para o extremo Marinho, que perante a apatia do seu opositor, cruza para área, onde o goleador brasileiro Marcelinho, aproveita a confusão entre Rui Patrício e Gladstone, e oportuno faz o seu nono golo no campeonato. Pensou-se que seria o príncipio de mais uma derrota fora de portas, mas os «leões», não se deixaram intimidar, fizeram boas jogadas, foram eficazes na hora de chutar à baliza, chegando ao intervalo já a vencer por 3-1. O golo do empate, livre directo na direita, concretizado por Miguel Veloso (que voltou hoje às exibições seguras), um tento de belo efeito, indefensável para Wilson Júnior, que saiu pouco depois lesionado, no lance do segundo golo.
Na segunda parte, Yannick Djaló de cabeça após um canto de Veloso na esquerda, fecha o marcador, demonstrando que está bem recuperado da lesão. Os minutos finais, não tem grande história, com o Sporting, a gerir o largo resultado, e a Naval, a tentar sem perigo, reduzir a desvantagem. Gostava de referir, que Gladstone, mais uma vez, apesar de não ser mau de todo, não possui argumentos que justifiquem a sua aquisição definitiva, por parte do Sporting.
A nível da arbitragem, nada a assinalar.
Resumindo, tivemos um jogo de um nível, que pode ser considerado bom do Sporting, e uma Naval muito "tenrinha" para os «leões», apresentando muitas falhas a nível defensivo, mostrando o porquê da sua baixa posição na tabela classificativa.
Os de Alvalade, não descolam assim da perseguição, ao pelotão da Liga dos Campeões, constituído por Benfica e Vitória de Guimarães.

Melhor em Campo: Liedson, Nota 8
Melhor da Naval: Marinho, Nota 5

sábado, 29 de março de 2008

Apenas 3º?

Apenas em 3º? É a questão que colocamos aos dirigentes da FIFA e a todos que estiveram envolvidos na classificação do melhor jogador de futebol profissional de todo o mundo na época 2006/2007, não propriamente desmentido que Kaka' mereça o 1º posto mas de que, sem dúvida alguma, Cristiano Ronaldo merece o 2º.
Muitas pessoas, a nível mundial (para quem pensa que são só os portugueses), pensam da mesma forma e não concordam de todo com o facto de Leo Messi ocupar a 2ª posição deste referido ranking. Claro que para formular afirmações destas, são necessárias obviamente razões que as justifiquem, e, para demonstrar que no jogoporjogo não queremos que fique nada por esclarecer vamos falar aqui dos acontecimentos a nível da Premier League deste Sábado, 29 de Março de 2008.
Uma abismal vitória do Manchester United sobre o Aston Villa por 4-0 deixou muitos fãs do clube e de Cristiano Ronaldo bastante felizes, e um tanto "boquiabertos", já que Ronaldo realizou uma grande exibição, assim como 90% da sua equipa, incluindo momentos de pura genialidade. Falo do primeiro golo, em que Ronaldo, de costas para o guarda-redes Scott Carson, dá um pequeno jeito de calcanhar na bola, passando esta pelo meio das pernas de um central do Aston Villa e deixando Carson estupefacto. No segundo tento, mais uma vez Ronaldo a tornar evidente a sua influência com um tenso, mas preciso cruzamento para Tévez, que no 2º poste e de cabeça, fuzila a baliza do Aston. Seguiu-se o bis de Rooney, provindo o primeiro dum cruzamento de Giggs, e com alguma ajuda do calcanhar de Ronaldo, isolando assim o perigoso avançado inglês, que frente-a-frente com Carson simulou um remate cruzado, mas apenas para fintar o "porteiro" e meter a bola facilmente com o seu pé esquerdo. Já o segundo, com Ronaldo a fazer a 3ª assistência nesta tarde, a partir de um passe com a parte de fora do pé direito e a isolar Rooney, que executou de imediato um remate muito preciso, sem qualquer hipótese para Carson. Há que deixar claro que o Aston não ficou parado a olhar e até produziu uma exibição decente, mas sem qualquer golo. Deixo aqui os golos para que possam ver por vocês mesmos.






Noutros desafios da tarde, o Bolton apanhou um terrível "balde de água fria" dos "gunners" de Arséne Wenger, depois de estar a vencer por 2-0, ao intervalo, graças a um bis de Taylor. O Arsenal esteve desde cedo reduzido a 10 jogadores com a expulsão de Diaby após uma entrada duríssima sobre Gretar, o que tornava a reviravolta uma simples miragem. Mas, com algum empenho, em especial do médio Flamini que sempre empurrou a equipa, o primeiro golo viria a surgir na sequência de um pontapé de canto batido por Robbie van Persie, em que a defesa do Bolton se esquece de Gallas que iria dar um simples toque à bola e fazer o 2-1. Uma clara penalidade de Cahill sobre Alexander Hleb, permitiu a van Persie fazer o 2-2. O jogo estava de novo em aberto, e, com apenas alguns minutos para jogar e já o Arsenal com o sempre útil Walcott em campo, o Bolton sentia cada vez mais peso em cima, até ao momento que Hleb cruza para a área e esse mesmo cruzamento sofre uns "desvios" acabando por entrar na baliza do Bolton, deixando muitos adeptos desta equipa esperançados, completamente de rastos...

Rumo à Champions

O Vitória de Guimarães voltou a dar provas de que não vai ceder na luta pelo acesso à Liga dos Campeões, vencendo o difícil Marítimo por 1-0, num complexo jogo no Estádio D.Afonso Henriques, em que o golo vimaranense apenas surgiu quase em cima do minuto 90, por Roberto. O Marítimo fica assim mais longe da Europa, e o Guimarães, ascende ao 2º lugar à condição (Benfica menos três pontos recebe amanhã o Paços de Ferreira), e deixa o Sporting a sete pontos (menos um jogo). A Champions ganha contornos cada vez mais reais. Na próxima jornada, os minhotos, vão a Paços de Ferreira, em mais uma prova de fogo, visto que os pacenses precisam desesperadamente de vencer e são perigosos a jogar na Mata Real. Contudo, são também esperados muitos adeptos do Vitória a apoiar a equipa nesse jogo.
Vamos ver...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Lucho González - eleito Melhor Jogador do Campeonato Português (bwin Liga) pelos visitantes do jogoporjogo



O eleito pelos visitantes do blog jogoporjogo para melhor jogador do campeonato português é o El comandante...que é o que muitos chamam a Lucho González, o sub-capitão do FC Porto ( na época passada era o principal dada a ausência de Pedro Emanuel) que já provou a tudo e todos valer mais do que aquilo que o Porto pagou por ele, tanto por marcar golos fulcrais, maioritariamente na época passada, ou assistir uma carga deles, como tem feito na presente época. Proveniente do River Plate, conseguiu manter o nível de forma que tinha no seu velho clube a partir do momento em que chegou ao "dragão", e desde então que só tem vindo a melhorar todos os aspectos da sua performance.
Seja como for, Lucho além das suas capacidades de resolver encontros, seja por ele ou puxando pela equipa, é um jogador com algo mais do que está presente nas estatísticas. Lucho é um jogador extremamente sereno e calmo, possui uma postura em campo bastante correcta, como que se erguendo como "o comandante" lá do sítio. Quando é preciso correr, ele corre, quando é preciso parar, ele pára, sempre perspicaz no passe, seja curto, seja longo, de todas as maneiras possíveis e impossíveis, e mostrando sempre uma inteligência nata no seu sistema de futebol. A sua solidez geral prova que é por estas e por outras que Lucho Gonzaléz é um titularíssimo no meio-campo do FC Porto, e que é um jogador mais do que essencial para o sucesso dos "azuis e brancos".
Lucho já contou com bastantes chamadas à selecção Argentina onde muitas vezes provou estar ao nível dos seus companheiros de selecção, e não falo de jogadores comuns, mas de profissionais como Cambiasso ou Mascherano. Em suma, é um jogador que qualquer equipa deseja ou deveria desejar ter dada a sua versatilidade e grande compatibilidade com diversos esquemas de jogo. Está sem dúvida a atingir o pico da sua carreira, que para adoçar ainda mais, apenas meter uns golinhos acabaria por funcionar.

Curiosidade: Segundo Ricardo Quaresma, no balneário do FC Porto, apenas Lucho tem mais tatuagens do que ele.

Ruben Amorim x Rolando


Os «grandes», já habituados a contratar principalmente no estrangeiro, nestes últimos anos, deveriam, como já foi referido neste blog, dar mais atenção ao mercado interno. No final da época, estes dois jovens jogadores lusos, internacionais pelas camadas jovens de Portugal, acabam contrato com o Belenenses. Ruben (23 anos), um bom médio, há muito que reclama o "salto" na carreira, e diz-se ter pré-acordo com o Benfica. Rolando (22 anos), um defesa-central, muito possante e com atributos, é há muito falado como possível reforço do FC Porto para a próxima época. Não se sabe se estes rumores são ou não verdade, porém, seria um desperdício se nenhum clube nacional aproveitasse estas promessas a custo zero, ingressando estas num qualquer campeonato, como por exemplo o do Chipre ou Roménia, continuando a emigração de jogadores de qualidade.
Por isso, estejam atentos.







terça-feira, 25 de março de 2008

A máquina trituradora portista


Quando observamos a classificação, facilmente verificamos a elevada distância pontual do primeiro classificado, FC Porto, para os restantes. É como se existisse um fosso, a separar dois campeonatos distintos. Mas porque é que isto acontece? Porque é o Porto o único clube português neste momento, com capacidade para se bater de igual para igual, com a primeira linha do futebol europeu?
É tudo bastante simples de entender. Em primeiro lugar, o FC Porto, manteve a sua equipa base do ano passado (apenas saiu Pepe, as restantes peças base ficaram), que tinha qualidade, bem como a maior parte do plantel, o que traz desde logo estabilidade. Apostou também na continuidade a nível técnico, mantendo o seu treinador campeão, Jesualdo Ferreira, que não sendo nenhum mestre da táctica, é um líder de balneário capaz, e sabe perfeitamente como se relacionar com a imprensa. Este prolongamento de equipa e treinador é muito benéfico, pois permite que se continue a trabalhar o mesmo modelo de jogo, criando-se rotinas e sistematizando-se ainda melhor este.
Em segundo lugar, a acrescentar aos jogadores que transactaram da época passada, vieram alguns novos, que não trouxeraram muito de novo (à excepção de Tarik), mas que permitiram a Jesualdo alargar o seu leque de opções, ficando o plantel com mais soluções para enfrentar uma longa temporada, com muitas competições em disputa. Embora alguns jogadores ainda não se terem adaptado totalmente, tal como Kazmierczak, Leandro Lima, Lino ou Bolatti, e não serem reais alternativas aos titulares, com outros não foi bem assim. Tarik Sektioui regressou, impondo-se na primeira equipa, mostrando técnica e velocidade nas alas, e marcando golos fabulosos, como aquele de mestre, frente ao Marselha. Nuno, Mariano, ou mais recentemente Farías, vieram também acrescentar opções ao plantel dos «dragões».
A nível de opções técnicas, a passagem de Lisandro López, de um dos flancos, para o eixo do ataque, revelou-se também um tremendo sucesso, quer para o jogador, quer para a equipa. O argentino, mais ambientado àquelas zonas mais centrais do terreno, "explodiu" finalmente, e já leva 19 golos, tendo já sido chamado à selecção do país das pampas.
Para finalizar, gostava também de salientar, a extrema importância para o êxito, do presidente «azul e branco», o mito Jorge Nuno Pinto da Costa. Remetido ao silêncio, falando para o exterior somente em momentos estratégicos, traz estabilidade para os jogadores poderem melhor desenvolver o seu trabalho, ao contrário de alguns, nomeadamente um, mais a sul, que aproveita cada microfone, para aumentar o seu tempo de antena, criticando tudo e todos, e prometendo "mundos e fundos" difíceis de virem a ser cumpridos.
A nível financeiro, Pinto da Costa, foi também mais uma vez sagaz, realizando um encaixe de cerca de 60 milhões de euros, em vendas de jogadores (Pepe, Anderson, Ricardo Costa), gastando somente 12/13 na constituição do plantel para esta temporada 2007-2008. Provou que sem os 30 milhões, esbanjados na Luz, conseguiu fazer mais e melhor. A venda de Pepe, um defesa, por 30 milhões ao Real Madrid, foi algo de genial.
Com um plantel, que chega, sobra, e volta a chegar, para as necessidades nacionais e se desenrasca ao mais alto nível europeu, o Futebol Clube do Porto, continua a não dar tréguas à concorrência, levando alguns críticos a questionar-se, se um campeonato mais competitivo como o espanhol, não estaria mais ao nível deste clube.