quinta-feira, 8 de maio de 2008

Celebração tardia...Real Madrid 4 - 1 FC Barcelona

Após ter festejado o título em casa do Osasuna, onde venceu a equipa da casa por 1-2, o Real Madrid decidiu que não iria dar descanso às espectativas dos adeptos para o grande confronto sobre o FC Barcelona e recebeu, então, os catalães no Santiago Bernabéu. Uma vitória nada branda, aliás, bem "gorda" já que não é todos os dias que vemos colossos golearem-se...o 4-1 que o Real Madrid manchou nos catalães nem deixou hipótese de contemplar o belo golo de Henry (87). O capitão Raúl González inaugorou o placar (13 minutos), o holandês Arjen Robben ampliou (21), o argentino Gonzalo Higuaín fez o 3-0 (63) e o também holandês Ruud Van Nistelrooy não desperdiçou o pênalti a favor do Real (78).
Os adeptos do FC Barcelona já estão em desespero e poucos desejam que Rijkaard continue no comando técnico...já o Real Madrid continua em forma e Bernd Schuster não podia ter começado melhor no volante dos "merengues" do que com um campeonato conquistado com alguma vantagem sobre os adversários mais directos...









domingo, 4 de maio de 2008

Trofense sobe à Bwin Liga


Apesar do empate caseiro (1-1) consentido, o Trofense garantiu hoje (não o primeiro lugar, mas pelo menos o segundo), a subida à Bwin Liga. E é um facto digno, de registo, pois é a primeira vez na história, que a equipa da Trofa (que é um jovem concelho com apenas dez anos), alcança o escalão maior do futebol nacional, e somente após três anos de profissionalismo. Portanto, hoje haverá certamente "festa rija"na Trofa, e merecidamente. Obras de remodelação e ampliação, estão já prometidas, por parte do corpo directivo, visto que o complexo do Clube Desportivo Trofense, é de reduzida lotação (3000 lugares sentados), e de condições precárias, por exemplo para a comunicação social. E um campo onde vão passar os melhores jogadores a actuar em Portugal, e cujos jogos irão ser alvo, de várias trasmissões televisivas, merece este investimento financeiro, com o intuito de dotar o estádio do clube da Trofa, de condições pelo menos aceitáveis (que não as tem neste momento).
A nível desportivo, desengane-se quem julga, que estamos perante uma equipa, cujos jogadores são atletas jovens, desconhecidos e sem experiência primodivisionária (a estrutura do clube será, o plantel não). Já terá, ouvido falar certamente de nomes, como, Ricardo Nascimento (um jogador veterano muito talentoso, que passou três anos "escondido" na Coreia do Sul), Pinheiro, Paulo Lopes (guarda-redes), Valdomiro, Bessa, Milton do Ó ou André Barreto...
Ou seja, estamos perante um grupo, constituído por atletas, com uma certa experiência (a maior parte não tinha lugar nas suas anteriores equipas), o que terá ajudado, no caminho para a subida. Contudo, a equipa terá de ser porventura um pouco reforçada, numa liga um pouco, mais técnica, como é a Bwin Liga. Em termos técnicos, o know-how de António Conceição (que não é nenhum supra-sumo diga-se), em subidas de divisão (subiu o Estrela há umas épocas), terá também contribuído para o sucesso.
Em suma, uma subida inesperada de divisão, que se espera que tenha continuidade, para o ano, para bem do campeonato principal, o que por vezes não acontece. Numa jornada, em que se soube que o Penafiel, irá acompanhar o Fátima na descida ao primeiro dos escalões não-profissionais do futebol português, falta apenas saber, quem ocupará a segunda vaga, no acesso à primeira liga, se Rio Ave (melhor posicionado), se Vizela. Que suba, quem tiver mais condições estruturais, para proporcionar mais qualidade ao campeonato, na época 2008/2009. Não esquecer também, que está ainda em disputa, quem será o sucessor do Leixões, na conquista da Liga Vitalis, pois o Trofense ainda não garantiu o troféu.
Esperemos pelo derradeiro fim-de-semana...

Classificação Liga Vitalis - 29ª Jornada :

Clube / Pontos

1. Trofense - 51
2. Rio Ave - 50

3. Vizela - 47
4. Gil Vicente - 47
5. Olhanense - 45
6. Beira-Mar - 42
7. D.Aves - 39
8. Estoril - 38
9. Varzim - 37
10. Portimonense - 36
11. Freamunde - 35
12. Gondomar - 34
13. Santa Clara - 34
14. Feirense - 32
15. Penafiel - 26
16. Fátima - 25

Legenda :

Azul - Promoção à Bwin Liga
Vermelho - Despromoção à II Divisão

Um balde de água muito fria...

Foi em casa que o FC Porto perdeu, de maneira escandalosa, com o Nacional da Madeira. Um jogo que antevinha bom futebol, com os dois gumes da faca a apontarem um Nacional pressionante devido às suas ambições de um lado e um Porto terrivelmente forte a jogar em casa. Porém, o desfecho da primeira parte não foi muito difícil de adivinhar, pois os jogadores do Porto estavam em tal desconcentração que perderam muitas bolas em zonas vitais, que, felizmente para os "azuis e brancos", o Nacional nem sempre soube aproveitar. O Porto errava muito no sector defensivo do terreno e as transições defesa/meio-campo não podiam ter corrido pior. Lucho González foi provavelmente o único que teve uma exibição minimamente conseguida. Os jogadores da Choupana apostavam numa nova táctica e foi com alguma inspiração que Fábio Coentrão conseguiu bisar frente ao "colosso" português, destacando-se bem neste jogo e sendo considerado por isso, o melhor em campo pelo Jogo Por Jogo. Na segunda parte Jesualdo foi metendo toda a "carne" que tinha para pôr no "assador", lançando Farías e Tarik Sektioui que trouxeram algum dinamismo ao jogo, mas o Nacional estava demasiado forte na defesa e anulou facilmente jogadas calculistas. Destaque ainda para a falta de oportunismo dos avançados do Porto, que deixaram passar algumas situações de golo quase claro em aberto. Já em cima do apito final, Juninho fez um remate traiçoeiro à baliza de Hélton, que devido a um desvio não conseguiu defender a bola. 3-0 para o Nacional foi o resultado final.
Quanto a Coentrão, é um jogador que, apesar de bastante inexperiente ainda, demonstra uma dose elevada de talento, e se trabalhar bastante certos aspectos e for bem aproveitado pelos seus treinadores, pode vir a ser um jogador de referência no nosso futebol. A técnica, está lá. Aquele pé esquerdo não engana.
Um facto, interessante de se verificar, e que acentua ainda mais a hecatombe da última noite, é que, o FC Porto, sofreu num só jogo 75% dos golos (3 em 4), nos 15 jogos disputados no seu terreno.
Resumindo, a equipa que ontem, actuou, não foi sequer uma caricatura da equipa tricampeã, apresentando-se mal colectivamente, disconexa, e com uma defesa, que foi tudo menos o coeso bloco das outras 28 jornadas. A ausência total de pressão, revelou ontem, a sua outra face, porque depois, da exibição convincente (e muito, num jogo que o Porto não tinha nada a perder ou a ganhar) em Guimarães, os «dragões» apresentaram-se frente ao Nacional, demasiado relaxados e desconcentrados, descurando o profissionalismo exemplar, que é uma das suas imagens de marca.


sexta-feira, 2 de maio de 2008

Competições europeias, um novo euromilhões?















Título estranho, é verdade, mas aqui no Jogo Por Jogo não é nosso costume fazer afirmações sem fundamentos, tanto é que eventos recentes nas competições milionárias levam-nos a elevar algumas observações e preconceitos cliché aos nossos leitores.
Como provavelmente muitos já sabem, o Chelsea bateu o Liverpool nas meias-finais da Champions League, passando assim, pela primeira vez, à final da mais cobiçada liga de todas, onde irá defrontar o seu rival directo pelo título da Premier League, o Manchester United. Uma grande quantidade de perguntas surgiu após a percepção deste evento muito especial, contudo, não muito invulgar. Será que Avram Grant é melhor que Mourinho, já que este último não conseguiu superar o Liverpool na Champions? Porque terão os "reds", tão fortes na Europa, perdido para com um velho conhecido? Será que apartir de agora vai haver sempre pelo menos uma equipa inglesa na final da Champions? Porque será que ainda existem meias-finais tão monótonas como a do Manchester United x Barcelona?
Existem ainda muitas mais perguntas, mas a verdade é que já não existem dúvidas que tanto intra como internacionalmente, o futebol inglês é, sem dúvida, o melhor, e trata-se duma Liga em que uma equipa como o FC Porto ou o Olympique Lyonnais se classificariam lá para o 7º ou 8º lugar. Não querendo fugir ao título deste post, o nosso objectivo é transmitir que é cada vez mais errado levar a cabo clichés em relação a estas competições, como por exemplo, "O FC Porto vai vencer o Schalke com muita facilidade!" ou "O Barcelona não passa da fase de grupos" e até mesmo "O Valência ano passado chegou aos quartos, este ano consegue a final!". Tudo errado, não pelo conteúdo das frases, mas sim pela impredictabilidade desta Liga milionária, onde muita coisa está em jogo. Para uns, glória e reconhecimento, para outros, dinheiro e muitas emoções. Este ano não foi excepção com vitórias imprevisíveis e apuramentos improváveis, como por exemplo, a presença do Fenerbahçe nos quartos-de-final da Champions ou o não-apuramento do Valência para as rondas "a eliminar".
Também, a nível da Taça UEFA, e porque estamos a falar de competições europeias no geral, quem diria que o defensivo (quem diria?) Rangers ou o brilhante Zenit chegariam à final da prova? Aliás, no início da época, dado o seu estatuto, o Bayern de Munique, era mesmo considerado o super-favorito (se é que nestas competições os existem), a vencer esta taça, e acabou "cilindrado" (4-0) pelos surpreendentes russos de São Petersburgo, com um prestígio internacional, esmagadoramente inferior ao dos bávaros.
Tudo isto para concluir, que simplesmente pensamos ser um tanto arriscado apostar off ou online neste tipo de jogos, dada a sua grande impredictibilidade.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

"Os 3 estarolas"

Pouco há para dizer sobre este golo que acompanha o do post anterior como um golo muito caricato. Há que dar algum mérito à bicicleta de Bruno Fogaça, apesar do mais interessante neste lance ser, sem dúvida, a descoordenação defensiva do sporting. Polga mal no atraso, Patrício não soube sair e Tonel nem acerta na bola...quem terá mais culpa? Não se sabe, mas felizmente para eles o sporting venceu o encontro.

Golo caricato

Golo de Romagnoli, que por uma sequência improvável e hilariante de acontecimentos, seria candidato ao prémio do "Golo Caricato do Ano", se tal troféu existisse.
Comprovem, com os próprios olhos!


quarta-feira, 30 de abril de 2008

Paulo Assunção, o jogador invisível


Não marca golos, não remata sequer, não faz assistências, não tem jeito para cobrar livres, não faz passes longos, não dribla, não é super rápido, não se destaca pela agressividade, não é alto, não é forte, não vende capas de jornal, não usa penteados extravagantes, não calça chuteiras laranja fluorescente...
Enfim, quem é então este jogador?
É o melhor médio-defensivo da Bwin Liga, Paulo Assunção da Silva, ao lado de Lucho e Lisandro, uma pedra nuclear, na conquista do título esta época.
Para quem não se lembra, Paulo Assunção, apareceu no FC Porto, em 1999/2000, como avançado, tendo efectuado, jogos somente pela equipa "B" dos «dragões». Como é que passado uns anos é um dos melhores médios-defensivos da Europa? Não se sabe. Só se sabe que se eclipsou, jogando dois anos no Palmeiras, aparecendo depois em 2002, no Nacional, já como médio. Depois, em 2004, protagoniza aquele célebre conflito entre Nacional e Sporting (o primeiro de dois), e acaba no FC Porto, que o empresta por uma época ao AEK de Atenas, treinado na altura por Fernando Santos.
Em 2005, com Co Adriaanse, ingressa definitivamente no plantel do FC Porto. Inicialmente suplente, joga a titular, com sucesso, num jogo da Liga dos Campeões frente ao Inter (que o FC Porto venceu 2-0), e desde aí, que tem feito quase sempre parte dos "onzes", quer de Co, quer de Jesualdo.
Mas em que é que o brasileiro é bom?
Em tudo. Tudo? Mas ele nem remata à baliza, nem faz os passes longos de Miguel Veloso (nem tem a agressividade na recuperação da bola de Petit ou Binya), dirão alguns. Nem tem de o fazer, digo eu. Se aliasse as suas capacidades, a estas óptimo. Mas como é dificil um jogador ser bom em tudo, eu diria que ele é eficaz, no que compete a um médio-defensivo, e basta. Porque um atleta que jogue nesta posição, deve ser um jogador essencialmente "táctico", ou seja um jogador com sentido colectivo, que saiba ler o jogo, posicionar-se correctamente na ocupação de espaços e que com a bola dos pés, procure acima de tudo não comprometer, efectuando passes simples mas certos. E nisso Paulo Assunção é exímio. O brasileiro, faz quase sempre passes curtos, para o lado às vezes. Alguns críticos, não gostarão, desse factor, mas não valerá mais para o lado, o mais simples possível, e que não se perca à bola, do que fazer passes espectacularmente executados tecnicamente, e que a equipa corra o risco de perder a bola? Claramente. E um jogador, como Paulo Assunção, que cumpre sempre tacticamente, sacrifica o brilho individual em detrimento do sucesso colectivo, estando sempre no sítio correcto (parece que adivinha onde a bola vai cair), e tendo uma percentagem de passes falhados muito baixa, qualquer treinador gostaria de ter no seu plantel. É um jogador, que sem ser alto e viril, nem tecnicamente evoluído, é sobretudo inteligente. É esse o ponto forte de Assunção! Os fracos, é que não remata praticamente nunca, e fica muito remetido atrás por vezes, não apoiando muito a equipa no ataque. Mas serão reais pontos fracos? Competirão essas tarefas ao "trinco"? Eu julgo sinceramente que não. Aliás, o facto de iniciar a fase de construção de jogo da equipa (o esférico passa quase sempre por ele), não comprometendo a posse de bola, será já uma ajuda ofensivamente.
Resumindo, julgo que mesmo sendo invisível para alguns, Assunção, tem mesmo uma quota parte significativa no sucesso do FC Porto, e é sem dúvida alguma, e volto a dizer, o melhor médio-defensivo a jogar em Portugal, e apenas não entendo, porque nunca é referido pela comunicação social, quando se fala em potenciais transferências para o estrangeiro. Talvez os motivos sejam os "nãos" do primeiro parágrafo...

domingo, 27 de abril de 2008

Dinâmica e Problemas em Inglaterra




Continua apertada a corrida ao título da Premier League, e, neste passado sábado, a colisão entre os grandes "blues" e "red devils" teve um desfecho um tanto imprevisível. Num jogo com duas equipas a pensar mais à frente devido aos embates da Champions que se aproximam, muitos jogadores foram poupados, mas o que conta ao final do dia são os resultados, e a verdade é que o Chelsea venceu o Manchester United por 2-1.
O Chelsea dominou a primeira parte quase por completo, tanto é que a ausência de Lampard (faleceu a sua mãe) não se demonstrou de grande significância, e o primeiro tento surgiu em períodos de compensação, com um bom cabeçeamento de Ballack, após cruzamento de Drogba. O Manchester via as suas transições defesa-ataque muito mal finalizadas graças a uma má exibição do português Nani.
Já na segunda parte, um erro crucial de Ricardo Carvalho viria a relançar a partida, pois, após um passe de Paulo Ferreira, Carvalho, desconcentrado, colocou a bola numa zona vazia, que Wayne Rooney aproveitou para interceptar e igualar o jogo. Os "blues" voltariam a dominar a partida, com o senão de Drogba e Ballack estarem constantemente a discutir devido à cobrança dos livres. Contudo, a 5 minutos do apito final, uma "mão marota" de Carrick na área do Manchester concedeu uma grande penalidade ao Chelsea. O alemão Ballack não vacilou, e, assim, bisou no clássico, dando 3 preciosos pontinhos aos "blues" e, mais importante ainda, relançando a equipa londrina no título inglês.
Outro jogo menos provável foi o Liverpool x Birmingham, em que o Birmingham, após estar a vencer por 2-0, com golos de Forssel e S. Larsson, deixou descair uma vital vitória para a sua manutenção aos braços dos "reds" de Rafa Benítez, que, felizmente, conseguiram virar a partida para 2-2, caso contrário alguém iria ficar muito mal visto, e todos sabemos o preço a pagar por deixar milhões de adeptos ferrenhos insatisfeitos.
Importante foi a mudança de atitude do Liverpool na segunda parte sendo que, aos 62' Peter Crouch conseguiu devolver esperança a uma equipa que se encontrava despedaçada e confusa devido às ausências de jogadores como Dirk Kuyt, Fernando Torres, S. Gerrard, Carragher e Mascherano. Mais decisivo ainda foi o israelita Benayoun, que ao aproveitar um precioso cruzamento do brasileiro Lucas Leiva fez o resultado final.
Basicamente, podemos dizer que o Liverpool se livrou de um grande susto.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Os milhões de Cardozo. Valeu o preço?

Cerca de 11 milhões de euros foi quanto custou Óscar Cardozo, após a recente compra dos 20% que faltavam do seu passe, por parte do Benfica. É a par de Simão Sabrosa, a contratação mais cara da história do Benfica e do futebol português no geral. Em época de crise, em que os clubes "apertam o cinto", esta aquisição foge completamente dos moldes da actual, contratação-tipo do futebol nacional. Valeu o preço?
É esta a pergunta, a que vou tentar fornecer a resposta.
Óscar René Cardozo, paraguaio de 24 anos, que jogava nos argentinos do Newell's Old Boys, fez correr muito tinha no último defeso. Uma das muitas estrelas emergentes, no campeonato argentino, do Tacuara, dizia-se maravilhas no "país das pampas". Jogador alto (1,93m) e de boa compleição física, fazia as delícias dos adeptos do Newells's, ao fazer balançar com frequência, as redes das balizas adversárias.
E o que se viu de Cardozo esta época?
Bons e maus atributos, aliados a uma elevada dose de falta de exploração do seu real potencial. Acima de tudo, convém referir que, apesar do que a sua elevada estatura aparenta, o paraguaio nem é assim tão forte ao nível do jogo aéreo como parece, porém, não podemos afirmar que é mau de pés, já que possui uma apreciável técnica individual, sendo um jogador que até sabe segurar a bola. Não tem na velocidade, o seu ponto forte, demonstrando por vezes alguma lentidão, sendo que mobilidade também não é consigo, permanecendo por vezes um pouco estático no eixo do ataque, não se deslocando nem para trás, de forma a dar apoios na fase ofensiva de construção da equipa, nem caindo nas alas, baralhando marcações. Não é portanto, um jogador de tabelas, de desmarcações (ao contrário de Nuno Gomes por exemplo). Apesar de ser um jogador muito diferente, julgo ter alguns traços de semelhança com Jardel, apesar de rematar mais (não faz qualquer cerimónia em rematar à baliza), e marcar muito menos golos.
Contudo, já facturou por 11 vezes no campeonato (mais algumas entre competições europeias e taças), o que não pode ser totalmente considerado como mau.
A fixar ainda, a sua grande capacidade de cobrança de livres, que já lhe valeram uns golos bem preciosos, assim como ao SL Benfica, que tinha perdido muito potencial nas bolas paradas com a saída de Simão Sabrosa.
Neste momento El Tacuara, têm aquecido o banco de suplentes «encarnado», nas últimas semanas, apostando Fernando Chalana, no extremo Di María, que confere mais mobilidade e velocidade no ataque, combinando melhor com Nuno Gomes, do que o paraguaio, pouco dado a este sistema táctico (4-4-2 losango). Apesar de saber, que mais importante, que o desenho táctico em si, é mesmo toda uma dinâmica da equipa, julgo que Cardozo será mais propício, a jogar isolado na frente, porque pelo que já foi acima referido, não tem na minha óptica, as características adequadas, para se entrosar com eficácia, numa dupla de avançados. A verdade é que esta temporada, com um ou dois pontas-de-lança, Cardozo, foi em muitos jogos, mal municiado, pelos seus companheiros, o que aliando-se à sua fraca mobilidade, acabaram por o transformar numa mera "ilha", perdida num "mar" de adversários, não sendo assim exploradas as suas reias capacidades e potencialidades.
Por tudo isso, apesar de este ano, Óscar Cardozo, não ter justificado, nem de perto, nem de longe, o investimento na sua contratação, julgo haver nele, potencial para o poder rentabilizar. E com novo treinador, na Luz, pode ser que este encontre, o correcto enquadramento táctico, que melhor possa beneficiar o ponta-de-lança Cardozo, que julgo passar por um sistema, que tenha este como referência no eixo ofensivo, com todo um futebol que melhor o solicite. A juntar, a um acréscimo de confiança (que parece também faltar nesta altura), pode ser que Cardozo, possa calar quem critica a sua compra, marcando mais golos (não marcou pouco, mas é jogador para fazer à vontade 20 golos no campeonato), e efectuando exibições mais convincentes, tornando-se num ponta-de-lança com estatuto, na Europa (acredito que sim). Deve também, melhorar em alguns aspectos, nomeadamente em termos posicionais, para não ficar por vezes, facilmente, preso em marcações.
Portanto, há que continuar a trabalhar...

Liga dos Campeões - Meias-Finais




Resultados:

Liverpool 1-1 Chelsea FC (Kuyt, 43'; Riise (p.b.), 90+4')
FC Barcelona 0-0 Manchester United





Análise:

Dois jogos pautados pelo equilíbrio, em eliminatórias que estão longe de estar resolvidas, principalmente a que opõe "red devils" e "blaugrana".
Em jeito de síntese, convém referir, a infelicidade do Liverpool, e nomeadamente do defesa norueguês John Arne Riise, ao introduzir uma bola na própria baliza, a instantes do final do jogo. Jogo esse, que foi controlado pelo Liverpool, ao longo dos 90 minutos, e cujo resultado podia ter sido mais dilatado, numa partida em que o Chelsea, esteve quase sempre, remetido ao seu meio-campo, insistindo em bolas longas sem resultados (o meio-campo não ganhava as segundas bolas) para o único ponta-de-lança, Didier Drogba.
O encontro, de Camp Nou, não trouxe nada que não se esperasse, com o desenrolar dos 90 minutos, a ter uma toada, tal e qual o Jogo por Jogo, preveu, de tão óbvio que era. O Barcelona, a apostar no que é mais forte, a circulação de bola (teve 64% de posse de bola neste jogo), devido tanto à qualidade técnica e intelectual dos seus jogadores (essencialmente da linha média), como a rotinas colectivas adquiridas, ao longo das últimas épocas. Iniesta, colocado surpreendentemente no flanco esquerdo do ataque, serviu para acrescentar ainda mais qualidade, no capítulo da gestão da bola. Neste ponto, o Barça, foi forte, fazendo o que lhe competia perante um Manchester remetido ao último terço do terreno, bem colocado e seguro defensivamente, efectuando uma pressão média-baixa, contudo os "blaugrana" conseguiram penetrar poucas vezes neste último reduto inglês. Houve também algum desperdício da equipa da casa, em termos da concretização, pois remataram 21 vezes, tendo algumas boas oportunidades até, enquanto os forasteiros (que apenas tiveram 6 remates), falharam uma hipótese soberana, aquando da falha de uma grande penalidade, na fase inicial do encontro, por parte de Cristiano Ronaldo (porque os grandes génios também vacilam).
Em Old Trafford, embora o Barcelona, não queira porventura, abdicar do seu estilo de jogo habitual, preve-se um Manchester um pouco mais, a segurar a posse de bola, "assumindo" mais a partida.
O 0-0 parece, beneficiar os homens de Manchester, mas como se têm provado, em anos anteriores, este resultado, mesmo conseguido fora, é bastante traiçoeiro. Diria então, que a eliminatória está no intervalo, com ambas as equipas com as mesmas probabilidades teóricas, de alcançarem Moscovo.
Veremos para a semana...