sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quem é Alexander Frei?

Na tentativa de impressionar o mundo, a principal anfitriã deste Europeu 2008, a Suiça, vê Alexander Frei como uma das suas principais armas rumo à grande final.
Para quem desconhece Alexander, ou simplesmente não conhece muito acerca deste avançado, fica aqui a sua história...
Frei iniciou a sua carreira no FC Basel, um clube suiço, por volta de 1997, e onde ficou apenas um ano. Nos 5 anos seguintes marcou presença noutros clubes suiços tendo ficado um ano no FC Thun, outro no FC Lucerne e 3 no Servette FC (pelo qual foi campeão em 2001), onde efectuou um registo de 36 golos num total de 64 jogos. Seguiu-se o clube onde foi mais famoso, o Stade Rennes da Ligue 1, em França, e onde, em 2004/2005 atingiu o estatuto de melhor marcador da liga francesa com 20 tentos apontados. Actualmente joga no Dortmund da Alemanha, um clube com muita história, e é conhecido por ter um apurado faro de golo. O seu espírito lutador torna-o num avançado bastante temível para qualquer guarda-redes, em especial se tivermos em conta a sua habilidade no 1-contra-1.
Alexander Frei é certamente um jogador a tomar em conta para qualquer selecção que enfrente a Suiça.
Como não poderia deixar de ser, no JogoporJogo gostamos provar o que dizemos com vídeos esclarecedores. Façam o favor...






Curiosidade: Durante o Euro 2004, durante um jogo contra a Inglaterra, Alexander foi filmado naquilo que parecia uma "cuspidela" a Steven Gerrard, sendo que mais tarde foi penalizado com uma suspensão de 15 dias. Contudo, acabou por ser ilibado e ficou provado que nada se passou.

Quem é Zlatan Ibrahimovic?

Alto, possante, habilidoso e sueco. É assim que melhor descrevemos Zlatan Ibrahimovic, jogador do Inter de Milão e um dos grandes talentos do futebol moderno. Nascido a 3 de Outubro de 1982, sempre teve altos e baixos no seu rendimento, já que esteve muitas vezes limitado às adaptações a diferentes categorias futebolísticas. O seu primeiro grande clube foi o Ajax, onde, aos 18 anos, já prometia ser uma promessa mundial graças a exibições muito positivas e um importante golo de ouro na taça dos Países Baixos. Entretanto foram surgindo mais clubes interessados como por exemplo a AS Roma, porém o Ajax não estava muito ansioso para ver este jovem abandonar tão cedo o clube.
Surgiu, entretanto, o Euro 2004, que foi, definitivamente, onde Zlatan se demonstrou mais e onde provou a muitos clubes o seu indiscutível valor. No final da época desse mesmo ano, Zlatan recebeu um "convite" de 19 milhões de euros para ingressar na "Vecchia Signora" de Itália, a Juventus, onde viria a provar que valia tanto ou mais do que a quantia pela qual foi comprado.
Como não era, claramente, um jogador veterano da Juventus, optou por sair, aquando da condenação desta à Série B da Liga Italiana, sendo que se transferiu para o Inter de Milão onde está a jogar actualmente, e bem.
Contudo, neste post optámos por deixar um vídeo mostrar-vos as capacidades gargantuanas de Zlatan Ibrahimovic...




Curiosidade: O faro de jovens-estrela que Arsène Wenger possui não deixou passar Zlatan como despercebido, e, aos 19 anos, ainda no Malmö da Suécia, recebeu um convite para se juntar aos "gunners". Porém, o Malmö não quis perder a sua maior estrela, sendo que por isso recusou a contratação.

A rescisão de Assunção...

O trinco do FC Porto, Paulo Assunção, anunciou recentemente a sua rescisão da equipa «azul e branca» por intermédio da Lei Webster, sendo que é a primeira vez que um jogador, em Portugal, evoca esta lei para se desprender do clube a que pertence. Muito sucintamente, esta lei permite aos jogadores que estejam a jogar por um clube estrangeiro, e cujo clube já representaram por 3 anos sobre o contrato, que possam abandonar o clube na condição de pagarem uma "ligeira" indemnização ao clube onde estiveram ( trata-se do valor total dos vencimentos que iriam receber até ao final do contrato ).
Quanto a Paulo Assunção, o seu destino é incerto, e desconhecidos são os seus motivos para o afastamento dum clube onde praticou muito bom futebol, em especial nesta última época 07/08. Porém, acreditamos que virá tudo a ser esclarecido, mas sabemos que, apesar de ter estado ao seu mais alto nível, não foi muito feliz.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Estudo - Euro 2008


Com o Euro 2008 a aproximar-se, muitas vezes terá surgido a questão entre os adeptos: Qual será o Grupo mais forte? Na prática, só saberemos depois de ver e analisar os jogos e os resultados, mas num plano teórico, o Jogo por Jogo, vai tentar prever. O estudo consiste na soma das posições das equipas de cada grupo no Ranking FIFA, e posterior divisão por quatro. Iremos obter a média de posições no Ranking de cada grupo, o que nos indicará na teoria, qual o grupo que possui, à partida, maior nível qualitativo.




Países / Classificação no Ranking FIFA

Grupo A

Portugal - 9º
Turquia - 25º
República Checa - 6º
Suiça - 48º

Grupo B

Alemanha - 5º
Polónia - 27º
Croácia - 13º
Áustria - 101º

Grupo C


Itália - 3º
Holanda - 10º
França - 7º
Roménia - 12º

Grupo D

Espanha - 4º
Rússia - 25º
Grécia - 8º
Suécia - 23º

Médias:

Grupo A - 22,0
Grupo B - 36,5
Grupo C - 8,0
Grupo D - 15,0

Análise:

Como seria de esperar, foi o Grupo C (vulgarmente considerado como o "Grupo da Morte"), que apresentou a média de posições mais elevada. Mas neste caso nem seria necessário proceder a qualquer estudo, de tão evidente que é esta conclusão, dada a conhecida qualidade das equipas presentes.
Segue-se o Grupo D e A, por esta ordem, o que é perfeitamente natural.
O grupo, em que aparentemente a qualidade não abunda tanto em média, será o B, para o qual muito contribui a péssima posição da Áustria no Ranking FIFA (101º). Aliás, com todas as restantes selecções no top-50 mundial, a classificação austríaca (nem nos 100 primeiros), a juntar com o que se conhece desta selecção, em termos de jogadores e resultados recentes, só pode indicar que muito pouco se poderá esperar deste co-organizador do Europeu. Os candidatos ao triunfo, parecem ser mesmo 15...+ a Áustria. Mas a ver vamos.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Convocatória de Luiz Felipe Scolari


Como não podia deixar de ser, mais uma vez a convocatória nacional, para uma grande prova internacional, gerou alguma polémica. E tal facto é incontornável, pois cada adepto, entendido ou não, tem sempre a sua própria opinião, que, por vezes, colide com a do seleccionador. Porém concorde-se ou não, não pode nunca ser esquecido que é este que conhece verdadeiramente os jogadores extra-relvado. O Jogo por Jogo não vai deixar passar em branco esta situação. Contudo, este artigo vai incidir sobre factores objectivos, sobre os pontos fortes e fracos de cada jogador e o que ele pode, ou não oferecer, e não em apreciações de carácter subjectivo. Iremos também falar de potenciais convocáveis, que não irão ao Euro 2008, e o que cada um poderia acrescentar à selecção.
Aqui vai!

Guarda-Redes:

Ricardo-
+ Experiência em provas internacionais
+ Forte na defesa de grandes penalidades
+ Agilidade dentro dos postes
- Época não muito conseguida no Bétis
- Debilidades graves na saída dos postes, como por exemplo nos cruzamentos

Quim-
+ Época regular no Benfica
+ Segurança que empresta à equipa, sem ser espectacular
- Fragilidade na abordagem a lances de bola parada
- Inexperiência em provas internacionais de selecções

Rui Patrício -
+ Agilidade e reflexos
+ Oportunidade de aprender no Euro, para no futuro ser verdadeiramente útil à selecção
- Elevado grau de inexperiência e imaturidade como ficou patente nos jogos pelo Sporting
- Não é ainda neste momento, um bom guarda-redes, pelo que não oferecerá qualquer concorrência a Quim e a Ricardo

Defesas:

Paulo Ferreira-
+ Polivalência, joga em qualquer posição da defesa, cumprindo sempre
+ Experiência ao mais alto nível
+ Segurança a defender
- Época em que nem sempre foi opção no Chelsea
- Pouca propensão atacante

Bosingwa-
+ Capacidade física impressionante, é resistente e veloz, sobre e desce na ala com uma disponibilidade enorme, não perdendo quase nunca a posição
+ Propensão atacante elevadíssima
- Por vezes sobe de mais no terreno

Ricardo Carvalho-
+ Experiência internacional
+ Poder de antecipação, marcação e jogo aéreo notáveis
+ Velocidade, é rápido a recuperar
+ Integra-se bem no processo ofensivo da equipa, saindo bem a jogar e a dar apoios
- Estatura física fraca para um central, o que lhe retira poder de choque

Pepe-
+ Capacidade física impressionante, têm poder de choque e velocidade elevada
+ Apoia o ataque bem, recuperando rapidamente posição, fruto da sua rapidez
+ Técnica muito razoavél para um central
- Pouca estabilização mental, levando-o, por vezes, a fazer acções desnecessárias

Bruno Alves-
+ Poder atlético, pois é alto e denso fisicamente
+ Jogo aéreo fortíssimo
- Excessiva virilidade, que o leva a cometer faltas inúteis e prejudiciais à equipa
- Apesar da evolução que têm registado, é limitado tecnicamente

Fernando Meira-
+ Bom na marcação e jogo aéreo
+ Capacidade de jogar como trinco, em situação de recurso diga-se
+ Está rotinado, a jogar com Ricardo Carvalho
- É lento e "duro de rins"
- Pela razão acima referida, raramente apoia a equipa no processo ofensivo

Miguel-
+ Velocidade e propensão ofensiva
+ Bom a nível do cruzamento
- Não é tão forte a defender como a atacar
- Estado físico duvidoso nesta altura

Jorge Ribeiro-
+ Polivalência, em caso de necessidade
+ Remate forte e colocado, o que valeu muitos golos no Boavista
+ É esquerdino, e como a selecção possui poucos, é sempre uma característica a ter em conta
- Pouca rotina a jogar a lateral esquerdo, pois foi quase sempre médio no Boavista
- Apesar de não ser mau em nenhuma, não é um jogador de referência, quer a lateral esquerdo, quer a médio centro

Médios
:

Petit-
+ Profissionalismo, nunca virando a cara a luta
+ Força a nível da recuperação de bola
+ Intensidade na disputa dos lances
- Falta de inteligência táctica
- Estado físico duvidoso, devido às muitas lesões que teve ao longo da época

Miguel Veloso-
+ Polivalência, apesar de ser no meio-campo, que mais rende
+ Bom na marcação de bolas paradas
+ Bom sentido posicional
+ Qualidade no passe, quer no critério, quer na execução
- É um pouco lento
- Por vezes não está nas melhores condições físicas
- Não apresenta grande intensidade

João Moutinho-
+ Profissionalismo, intensidade e capacidade de luta
+ Cultura táctica, o que lhe permite actuar em várias posições do meio-campo com qualidade
+ Bom a nível do passe, tomando quase sempre a opção correcta
+ Capacidade física impressionante, jogando milhares de minutos, sempre com regularidade
- Baixa estatura e densidade física

Raúl Meireles-
+ Capacidade física extraordinária, correndo quilómetros com uma regularidade atroz
+ É forte tacticamente, não dá nas vistas, mas é um jogador de equipa excelente
+ Joga simples, nunca complicando as jogadas
+ Têm um bom remate de meia distância
- Falta de criatividade
- Pouca "rodagem" na selecção "A"
- Instável em papéis defensivos

Deco-
+ Visão de jogo, colocando a bola em companheiros em óptima posição
+ Capacidade técnica e criatividade impressionante
+ Apesar de ter funções, normalmente mais ofensivas, é bastante forte na hora de defender
+ Experiência internacional
- Problemas familiares e físicos, que o importunaram ao longo da época, podem influenciar negativamente, a sua prestação durante o Euro

Extremos / Avançados
:

Cristiano Ronaldo-
+ Poder físico impressionante
+ Velocidade estonteante
+ Diagonais implacáveis
+ Mais valia técnica e criativa
+ Forte no 1x1
+ Capacidade goleadora
+ Experiência internacional elevada apesar da idade
+ Condições psicológicas vantajosas na "ressaca" da época brilhante que teve em Manchester
- Desgaste físico exagerado, provocado pela longa e intensa época que efectuou
- Enquadramento num sistema táctico, que não potencia tanto as suas capacidades, como o do Manchester

Nani-
+ Força e capacidade de aceleração
+ Qualidade técnica e criatividade
+ Forte no 1x1
+ Qualidade nos cruzamentos para a área
- Individualismo
- Imaturidade e experiência ainda reduzida, na alta roda internacional

Simão-
+ Polivalência, pois pode fazer quase todas as posições mais ofensivas
+ Realizou uma boa época no Atlético de Madrid
+ Velocidade
+ Qualidade nas bolas paradas, quer livres, quer penalties
- Apresenta normalmente, um rendimento pouco mais que mediano na selecção nacional
- Fragilidade física

Ricardo Quaresma-
+ Técnica e criatividade elevadas
+ Bom remate, que lhe vale sempre um número assinalável de golos por época, marcando muitos de "trivela", um movimento que já é típico seu
+ Fortíssimo no 1x1
+ Cruza bem
- É exageradamente individualista, fazendo a equipa perder muitas bolas
- Não se preocupa, normalmente, com tarefas defensivas
- É a antítese de um jogador de equipa, não gosta de ser substituído, por exemplo, e reage bastante mal a isso

Pontas-de-Lança:

Nuno Gomes-
+ Mobilidade, não se prendendo aos centrais, recuando dando apoios e caindo na ala, permitindo a diagonal de outro jogador
+ É culto tacticamente, inteligente a jogar
- Realizou uma época apagada no Benfica, com inúmeras lesões
- Não é muito forte a rematar à baliza, falhando, por vezes, golos fáceis

Hugo Almeida-
+ Estatura e densidade física elevadas
+ Capacidade goleadora, que sem ser extraordinária, é excelente para o normal de um avançado português
+ Experiência adquirida na Alemanha
- Ainda não realizou muitos jogos pela selecção
- Fraca mobilidade, constrastando com os outros pontas-de-lança da selecção

Hélder Postiga-
+ Mobilidade
+ Boa técnica, segura bem a bola
+ É um jogador de equipa, combina bem com os colegas
- Instável psicologicamente, está sempre a mudar de clube, e nunca se afirma verdadeiramente em nenhum
- A sua capacidade goleadora tanto vai como vêm, tem largos períodos em que se apresenta muito perdulário neste capítulo, falhando golos incríveis

Quem ficou de fora?

Maniche-

Apesar de não ter realizado épocas estáveis ultimamente, fez duas fases finais de competições de selecções, impressionantes. Está rotinado no meio-campo da selecção, e acrescentaria mais dinâmica a esse sector, pois é um médio, que tão rapidamente está a defender, como no momento a seguir aparece na área a criar desequilíbrios, e por vezes mesmo a finalizar. É um médio "box-to-box" completo, quando está no pico da sua forma física e mental.

Caneira-

Não deslumbra em nenhuma posição, mas é tacticamente culto e fiável, realizando qualquer das posições da defesa em bom plano, oferecendo segurança defensiva acima de tudo. Se tivesse sido convocado, poderia fazer o lugar de dois defesas, dada a sua versatilidade, reduzindo-se o número de efectivos nesse sector, acrescentando-se um elemento extra no meio-campo ou ataque na convocatória.

Tiago-

Fez uma época para esquecer, fruto também do esquema táctico utilizado por Claudio Ranieri. No sistema da selecção enquadrar-se-ia perfeitamente. Oferecia qualidade de passe e circulação de bola acima de tudo, apesar de não ser rápido, nem dinâmico nos seus movimentos.

Manuel Fernandes-

Têm como contra, não ser nada fiável em termos dos seus comportamentos, como se têm verificado época após época. Também ainda não é muito experiente. Porém, é bom tecnicamente e têm capacidade física, pelo que é sempre uma opção a ter em conta.

Paulo Assunção-

Naturalizou-se português, e poderia ter sido convocado por Scolari. Uma excessiva "abrasileiração" da selecção pode ser prejudicial, mas em termos futebolísticos seria uma mais valia. Não é nada criativo, nem faz passes longos, mas é tacticamente exemplar e tem bom posicionamento, parecendo adivinhar onde a bola vai cair. No processo ofensivo, não deslumbra, mas joga sempre muito simples e curto, nunca comprometendo este. Apesar de tal hipótese não ser indiscutível, tinha capacidade para ser o médio-defensivo titular.

Eduardo-

Apareceu finalmente na primeira divisão, e na época que passou em Setúbal as coisas correram-lhe bem. Sem ser um guarda-redes extraodinário, demonstrou ser quase sempre seguro e fiável, pelo que apesar das escassas probabilidades de vir a jogar, a presença entre os três eleitos para a baliza, não lhe ficaria mal. Seria como um prémio pela boa época realizada.






quarta-feira, 21 de maio de 2008

Finais da semana - Mini-Resumos


Zenit S. Petersburgo (Rússia) 2-0 Rangers (Escócia) - Final da Taça UEFA

No City of Manchester, os russos demonstraram o porquê, de terem chegado à final, mostrando-se uma equipa muito interessante, que faz das transições ofensivas, rápidas, a sua maior arma, e que possui alguns jogadores de boa qualidade (alguns veremos no Euro 2008), com destaque para Arshavin. Contudo, o jogo este longe de ser fácil de resolver, pois os escoceses, mais uma vez, apresentaram-se, em campo, com um único objectivo: defender. No ataque, não demonstraram quaisquer argumentos, principalmente quando se encontraram a perder, pelo que a vitória é justíssima. Assim não se repete, para a Taça UEFA deste ano, um vencedor tipo Grécia Euro 2004. O futebol agradece.

Portsmouth 1-0 Cardiff City - Final da FA Cup


Em Wembley, ganhou a equipa, muito melhor apetrechada em termos de jogadores. Pedro Mendes, Kanu, Kranjcar ou Diarra são apenas alguns exemplos, de jogadores de qualidade. Do lado do Cardiff, como era de esperar, a qualidade não abundava, em termos individuais, nem colectivos, usando e abusando estes (faziam sempre o mesmo), de um futebol excessivamente directo, que contudo por uma ou outra vez, causou alguma mossa na defesa do Portsmouth. O jogador de mais renome dos galeses, era Jimmy Floyd Hasselbaink, e o Portsmouth, acabou o jogo de forma calculista, a resguardar a preciosa vantagem de um golo, que vale um troféu e o acesso à Taça UEFA, da próxima época.

Sporting CP 2-0 FC Porto - Final da Taça de Portugal

Arbitragens à parte (péssima com erros atrás de erros), no Estádio Nacional, venceu a equipa que pareceu mais interessada, em vencer o troféu, para salvar um pouco a temporada, dando-lhe ares (juntando ao 2º lugar no Campeonato) muito razoáveis. Paulo Bento, obteve mais uma vitória tanto táctica, como no resultado, contra Jesualdo Ferreira, e Tiuí, foi o inesperado "coelho tirado da cartola", que resolveu a partida no prolongamento, quando ambas as equipas já estavam bastante esgotadas. Apesar, de alguma sorte no primeiro golo, o brasileiro demonstrou que não é assim tão mau como se diz. Tal como Derlei, que fez um jogo de muita qualidade, quer a atacar, quer a defender, mostrando ser útil, tendo já renovado por mais uma época. No FC Porto, destaca-se a falta que fez Bosingwa, pois João Paulo (acabou por ser expulso), a defesa-esquerdo, não é lá grande opção, pois este, não dá qualquer profundidade ofensiva, na sua ala, sendo mais um terceiro central, do que um verdadeiro lateral. No FC Porto, Raúl Meireles e Nuno (evitou uma série de golos no início do jogo), foram os destaques. Num jogo confuso e marcadamente de final de época, no Estádio Nacional, venceu, quem melhor preparou/abordou, esta final, em termos tácticos.

sábado, 17 de maio de 2008

Entra e sai


Rochemback no Sporting

O médio ex-Sporting, que saiu no início de 2005/2006, rumo ao "Boro", está de regresso a Alvalade, três anos depois, a custo zero, o que só pode ser visto com bons olhos.
A custo zero, um jogador, de ainda 26 anos, que se lhe reconhece imensas potencialidades, e que não terá grandes problemas de adaptação, pois está a retornar a uma casa que bem conhece, só pode ser vista, como uma excelente contratação. Uma boa oportunidade de mercado que o Sporting aproveitou. É que o brasileiro, joga em qualquer posição, do losango de meio-campo, idealizado por Paulo Bento, é bom tecnicamente, passa bem, e tem um remate bastante forte e colocado, o que o torna temível, tanto na meia distância como nas bolas paradas. Como contras, terá tanto a sua falta de velocidade (o que também não é imprescindível, num jogador da sua posição diga-se), e principalmente a sua susceptibilidade a lesões, facto que tem ocorrido época após época. Em suma, tem tudo para ser bem sucedido, e vir reforçar o leque de opções em Alvalade. Contudo, a grande questão, prende-se com o facto, de porventura ter vindo, para suprimir uma eventual saída de Miguel Veloso ou João Moutinho, jogadores com características bem diferentes das suas. O ideal, para haver um real acréscimo de qualidade, seria que nenhum titular de meio-campo saísse. Esperemos pelas próximas semanas.


Bosingwa no Chelsea

20,5 milhões de euros, foi a módica quantia que o Chelsea, pagou pela contratação do lateral-direito, luso-congolês. Visto que é um defesa, e vendas como as de Pepe ou Ricardo Carvalho (30 milhões), não ocorrem todos os dias, o preço da transferência, sem ser excelente, é bom, e vem ajudar a equilibrar as contas do FC Porto.
A nível desportivo, estarão os principais problemas, pois Bosingwa era já considerado, um dos melhores laterais direitos da europa, e encontrar substituto é uma tarefa ingrata, quase impossível, pelo que o seu "substituto", será sempre um atleta alguns degraus abaixo, o que irá enfraquecer a asa direita dos «dragões» 08/09. É que Fucile, para além, de não possuir a mesma qualidade de Bosingwa, pois é mais lento, por exemplo, faz falta no lado esquerdo, pelo que se espera a contratação de outro atleta para colmatar a vaga em aberto. Porêm, julga-se que tal aquisição, só trará frutos a médio prazo.
Vendo a contratação, pelo prisma do Chelsea, tal será boa, e avizinha-se uma disputa lusitana, com Paulo Ferreira, pelo lado direito da defesa londrina. Contudo, são jogadores de características, em certos capítulos, quase antagónicas, pelo que a atribuição da titularidade, será escolhida, conforme as prefêrencias de jogo do sucessor, de Avram Grant.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Campeonatos Europeus - Classificações Finais


Campeonatos:

Classificação / Pontos

Liga Vitalis (Portugal, 2ª)

1. Trofense - 52
2. Rio Ave - 51
3. Vizela - 50
4. Gil Vicente - 50
5. Olhanense - 45
6. Beira-Mar - 42
7. Estoril - 41
8. Desp. Aves - 39
9. Varzim - 38
10. Santa Clara - 37
11. Portimonense - 37
12. Gondomar - 35
13. Freamunde - 35
14. Feirense - 33
15. Penafiel - 29
16. Fátima - 25

Legenda Liga Vitalis:

Azul- Promoção à Bwin Liga
Vermelho- Despromoção à II Divisão

Premier League (Inglaterra)

1. Manchester United - 87
2. Chelsea - 85

3. Arsenal - 83

4. Liverpool - 76

5. Everton - 65
6. Aston Villa - 60
7. Blackburn - 58
8. Portsmouth - 57
9. Manchester City - 55
10. West Ham - 49
11. Tottenham - 46
12. Newcastle - 43
13. Middlesbrough - 42
14. Wigan Athletic - 40
15. Sunderland - 39
16. Bolton - 37
17. Fulham - 36
18. Reading - 36
19. Birmingham - 35

20. Derby County - 11


La Liga (Espanha)

1. Real Madrid - 85
2. Villarreal - 77

3. Barcelona - 67

4. Atlético Madrid - 64

5. Sevilla - 64
6. Racing - 60
7. Mallorca - 59
8. Almería - 52
9. Deportivo - 52
10. Valencia - 51
11. Athletic - 50
12. Espanyol - 48
13. Real Betis - 47
14. Getafe - 47
15. Valladolid - 45
16. Recreativo - 44
17. Osasuna - 43
18. Zaragoza - 42
19. Real Murcia - 30

20. Levante - 26


Serie A (Itália)

1. Internazionale - 85
2. AS Roma - 82

3. Juventus - 72

4. Fiorentina - 66

5. AC Milan - 64
6. Sampdoria - 60
7. Udinese - 57
8. Napoli - 50
9. Atalanta - 48
10. Genoa - 48
11. Palermo - 47
12. Lazio - 46
13. Siena - 44
14. Cagliari - 42
15. Torino - 40
16. Reggina - 40
17. Catania - 37
18. Empoli - 36
19. Parma - 34

20. Livorno - 30


Ligue 1 (França)

1. Lyon - 79

2. Bordeaux - 75
3. Marseille - 62

4. Nancy - 60
5. St. Etienne - 58

6. Rennes - 58
7. Lille - 57
8. Nice - 55
9. Le Mans - 53
10. Lorient - 52
11. Caen - 51
12. Monaco - 47
13. Valenciennes - 45
14. Sochaux - 44
15. Auxerre - 44
16. Paris SG - 43
17. Toulouse - 42
18. Lens - 40
19. Strasbourg - 35

20. Metz - 24


1. Bundesliga (Alemanha)

1. Bayern - 76
2. Werder Bremen - 66

3. Schalke 04 - 64

4. Wolfsburg - 54
5. Hamburg - 54

6. Stuttgart - 52
7. Bayer Leverkusen - 51
8. Hannover 96 - 49
9. Eintracht - 46
10. Hertha - 44
11. Karlsruhe - 43
12. Bochum - 41
13. Dortmund - 40
14. Energie Cottbus - 36
15. Arminia - 34
16. FC Nurnberg - 31
17. Hansa Rostock - 30

18. Duisburg - 29

Liga 1 (Roménia)

1. CFR Cluj - 76
2. Steaua - 75

3. Rapid Bucuresti - 61
4. Dinamo Bucuresti - 61

5. Unirea - 61

6. Polo Timisoara - 57
7. Otelul - 47
8. Vaslui - 45
9. Universitatea - 43
10. Gloria - 42
11. Poli Iasi - 41
12. Pandurii - 40
13. Farul - 40
14. Gloria Buzau - 40
15. Ceahlaul - 36
16. Dacia Mioveni - 28
17. UTA Arad - 26

18. Univ. Cluj - 23


Legenda Ligas Europeias:

Azul- Liga dos Campeões
Verde - Taça UEFA
Vermelho
- Despromoção à Segunda Liga Nacional





terça-feira, 13 de maio de 2008

Balanço Bwin Liga 2007/2008 (Análise Detalhada)

FC Porto (T: Jesualdo Ferreira)

Não teve qualquer concorrência interna nesta época, depois de uma época em que se sagrou campeão somente na última jornada. Com um onze base (4x3x3), rotinado, praticamente igual ao da época transacta, e com mais algumas opções de valor, como Farías, Kazmierczak ou Mariano, o FC Porto passeou, literalmente, neste campeonato. Jesualdo Ferreira, sem ser sagaz tacticamente, pois os «dragões» continuam a só saber jogar em 4x3x3, teve o mérito de manter sempre a equipa unida e motivada, e lidou sempre correctamente com a comunicação social, mostrando-se forte neste aspecto. A equipa foi sempre um colectivo coeso e sólido defensivamente. Lucho, cresceu ainda mais, enquanto que Lisandro, transformado em ponta-de-lança, demonstrou pela primeira vez a plenitude das suas capacidades. Melhor ataque e melhor defesa do campeonato, que fica manchado somente pela perda de seis pontos, devido ao processo «Apito Final» (75-6=69) Bosingwa, já terá sido transferido para o Chelsea, por avultada quantia (20,5 milhões de euros), e espera-se mais uma ou duas transferências de jogadores-chave, para rechear os cofres do FC Porto, tal como após outras épocas de sucesso.

Sporting
(T: Paulo Bento)

Época irregular, e com um registo fraquíssimo extra-muros (4 vitórias em 15 jogos e goal average -6, é péssimo para quem se diz candidato ao título), que contudo não pode ser classificada como má, em termos classificativos, pois pela terceira vez consecutiva, os «leões» garantem o 2º lugar, e consequente apuramento directo para a Liga dos Campeões, o que é fundamental em termos desportivos, e principalmente financeiros, num clube com elevado passivo. Com um plantel, não muito diferente da época (saiu Nani, Custódio, Ricardo, e pouco mais) anterior, em parte da época algumas unidades fundamentais do ano anterior, apresentaram claro sub-rendimento (Miguel Veloso ou Romagnoli por exemplo). As arriscadas apostas de Leste, tiveram sortes diferentes (Vukcevic e Izmailov vs. Had e Purovic), mas mesmo os que se afirmaram, necessitaram de algum tempo de adaptação, o que dificultou o entrosamento da equipa. No habitual 4x4x2 losango, o Sporting, entrou inúmeras vezes, mal nas partidas, nomeadamente nos primeiros 45 minutos. Paulo Bento, parece também, não ter conseguido introduzir na equipa, os níveis motivacionais e de confiança de épocas anteriores. Falando por sectores, o elo mais fraco da equipa, foi sempre o guarda-redes Rui Patrício, quase sempre muito inseguro, não demonstrou sequer entrosamento com a defesa, o que valeu alguns golos sofridos. Este guarda-redes tem bons reflexos, quem sabe terá bom futuro, mas para já está longe de ser um bom "guardião", e a opção Stojkovic ou mesmo Tiago, teria sido muito mais fiável.

V.Guimarães
(T: Manuel Cajuda)

Brilhante. Não se pode descrever de outra maneira o trajecto de uma equipa recém promovida, e que culmina na qualificação para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, pela primeira vez na história do clube. Lutou "taco a taco", com os «grandes» com orçamentos, esmagadoramente superiores, e teve no apoio da sua massa associativa (que embora não seja ela que jogue), um pilar importante. Em 4x3x3 ou 4x2x3x1, Manuel Cajuda, foi realista, aproveitando da melhor forma a capacidade dos seus jogadores, alguns muito bons (Geromel, Desmarets, João Alves, ...), mas consciente das respectivas limitações. A equipa sem encantar, jogou sempre um futebol com princípios de jogo, com cada jogador a saber muito bem o que fazer em campo. O ponto de viragem do campeonato, terá sido a vitória sobre o Sporting em Guimarães, pois a partir daí, a hipótese Champions, começou a parecer real e Cajuda soube sempre manter os níveis de concentração elevados, não deixando que a boa posição classificativa motivasse algum tipo de euforia antecipada no plantel. Resumindo e sem querer tirar mérito, a época foi muito boa, mas noutro ano daria porventura, somente para a UEFA (o que já seria óptimo), mas a desorientação dos clubes de Lisboa, permitiu este feito merecido.

Benfica
(T: Fernando Santos/ José António Camacho/ Fernando Chalana)

Desastre. É a melhor palavra para definir, o campeonato do Benfica. Numa época em que Luís Filipe Vieira, assumiu as rédeas do futebol encarnado, os resultados não podiam ter sido piores. Foi tudo mau, desde a pré-época "para o lixo" de Fernando Santos, à perda de jogadores fulcrais, passando pelo histerismo do presidente em relação ao processo «Apito Dourado», que motivou instabilidade na equipa. O timing escolhido para a nomeação de Rui Costa, para director da S.A.D. na próxima época, foi horrível, pois este ainda era jogador do plantel. Os jogadores que chegaram, não constituíram um plantel, na verdadeira acepção da palavra, mas sim um amontoado de jogadores, uns maus (Binya, Zoro, Luís Filipe, Edcarlos, Makukula ...), uns de qualidade, mas extremamente imaturos ainda (Di María, Adu, Coentrão), e muito poucos de real valia (Rodríguez, Cardozo...). Em termos tácticos, de mudança em mudança, de treinador, não foi possível consolidar uma, bem como uma dinâmica ou princípios de jogo. Do 4x4x2 losango de Santos, passando pelos 4x4x2 clássico e 4x2x3x1 de Camacho, culminando na tentativa de 4x4x2 losango do pobre e desorientado Chalana, o Benfica em campo, foi somente a soma das individualidades, e pouco mais que isso. Aliás, o espanhol, que já se sabia que não é nenhum mestre da táctica, apresentou-se fraco no que era forte (disciplina), apresentando-se extremante apático e conformado, abandonando o barco numa altura errada. Resumido, a falha da qualificação para a Liga dos Campeões (nem a pré-eliminatória...), foi caótica, tanto o 4º lugar, como os pontos perdidos em casa, não são admissíveis, num ano em que se gastou cerca de 31 milhões em contratações! Há muito mais para dizer, mas como já tal foi escrito num post deste Blog, e tendo em conta, que este resumo deve ser breve ficamos por aqui.

Marítimo
(T: Sebastião Lazaroni)

Numa equipa, com orçamento para o futebol a roçar nos 8 milhões de euros (4º melhor do campeonato), devido entre outros, aos fundos provenientes do governo regional, a qualificação para a Taça UEFA, é quase uma obrigação, mas tal não acontecia há vários anos. Sebastião Lazaroni, soube aproveitar bem, um grupo constituído, fundamentalmente por seus compatriotas, ao qual se juntaram contratações de jogadores portugueses bem sucedidas (regresso de Bruno, Fábio Felício, Ricardo Esteves ou Makukula na primeira metade da época), e que vieram equilibrar um plantel demasiado estrangeirado noutros anos. Os insulares, alcançaram também a melhor posição de sempre num campeonato nacional (5º), pelo que esta época, deve ser recordada e vista como um modelo a seguir, em temporadas seguintes.

V.Setúbal
(T: Carlos Carvalhal)

O V.Setúbal quebrou nos últimos jogos da época, e consegue o apuramento para a Taça UEFA, devido à vaga aberta, no 6º lugar, via Taça de Portugal, contudo não há que retirar nenhum mérito, pois foi um 2007/2008 sensacional. Numa equipa com orçamento baixíssimo, Carlos Carvalhal, demonstrou o porquê de ser (para os editores do Jogo por Jogo é), um dos melhores treinadores portugueses. Assumiu uma função estilo manager, tratando ele próprio das contratações da equipa, numa política de rigor orçamental, recrutando jogadores, alguns desacreditados por fracas épocas realizadas, e transformando-os em alguns dos jogadores mais cobiçados a nível nacional neste momento (Eduardo, Pitbull, ..). Montou uma equipa num sistema, de 4x3x3, com um meio-campo sólido, que foi o pilar de toda uma equipa (Elias, Sandro, Ricardo Chaves), e transformou o Vitória, quase despromovido da época passada, numas das melhores equipas a nível táctico do futebol português, que apesar de ter um plantel curto e com valia teórica para lutar pela manutenção, demonstrou que o todo é muito mais que a soma das partes. Merece a UEFA. Carvalhal, para o ano rumará à Grécia (onde irá auferir um salário superior), em virtude do bom trabalho realizado, o que, aliado à participação europeia desgastante, faz com que se espere, tempos mais difíceis, em Setúbal, na época vindoura.

Sp.Braga
(T: Jorge Costa / António Caldas / Manuel Machado / António Caldas)

A par, do Benfica, a maior desilusão do campeonato. Após três quartos lugares consecutivos, o presidente António Salvador, construiu um plantel forte (contratou-se Linz, João Pereira ou Jorginho entre outros) para repetir essa classificação, nunca perdendo de vista a hipótese de lutar com os grandes, pelos três primeiros lugares. E devido à irregularidade, que Benfica e Sporting apresentaram, este ano seria o ideal, para tal proeza. Contudo, viu os seus rivais regionais (V.Guimarães), a intrometerem-se nessa luta, e acabou o campeonato, na sétima posição, o que era de todo inesperado no princípio da época. Por entre as saídas, de Jorge Costa e Manuel Machado, andou António Caldas, mas com qualquer um dos três treinadores, o balneário criado, foi quase sempre difícil de gerir, reflectindo-se na irregularidade, de um clube, que também diga-se foi perseguido por lesões (contudo tal pode dever-se a uma pré-época mal planeada). Problemas disciplinares com João Pinto ou César Peixoto, na era Manuel Machado, marcaram a época, e levaram à saída, juntamente com os maus resultados, do "professor". Para a próxima época, estará certo Jorge Jesus no comando técnico, numa época que se espera, que volte a retomar o rumo, dos anos anteriores a este.

Belenenses
(T: Jorge Jesus)

Triste desfecho, para o Belenenses, que por razões burocráticas (Caso Meyong), perde a possibilidade, de nova participação europeia. E os do Restelo, foram das melhores equipas nacionais esta época. Depois de um início de época, irregular, devido porventura ao esforço de uma participação europeia (ainda por cima com o gigante Bayern), a "máquina azul" engrenou, com Jorge Jesus ao leme, que mais uma vez se revelou brilhante, quer no planeamento, quer na leitura táctica dos jogos (jogos com Sporting e Benfica em casa, e FC Porto fora, são apenas alguns exemplos). Normalmente, em 4x4x2 losango, o Belenenses, com jogadores de enorme valia, principalmente a nível do meio-campo (José Pedro, Silas, Rúben Amorim...), foi sempre uma equipa organizada e difícil de bater. No ataque, Weldon, fez quase sempre dupla com Roncatto, e foi uma das revelações do campeonato, apontando 13 golos, fazendo esquecer Dady, que ainda por cima era muito menos dotado tecnicamente, acentuando o acerto desta contratação. Para o ano preve-se um certo desmembramento, da equipa, pois as saídas de Jorge Jesus (este principalmente), Rúben Amorim (Benfica), Rolando (FC Porto) e Weldon (Cruzeiro), não serão facilmente colmatadas.·


Boavista (T: Jaime Pacheco)


Sobre o Boavista, podemos dizer que, após a demonstração que Pacheco deu da sua ainda existente firmeza futebolística, o trabalho desta equipa foi razoavelmente positivo. A demonstração mencionada remete à dispensa de cerca de 80% do plantel da equipa axadrezada na pré-época, que é algo a que não estamos de todo habituados a ver hoje em dia, muitos ainda se perguntavam o que estaria Pacheco a fazer...e os resultados iniciais do Boavista de famosos não tinham nada mas a pouco e pouco, Jaime Pacheco controlou uma nova equipa, que com algumas boas contratações à Boavista, conseguiu fazer um trabalho positivo, destacando a sua invencibilidade caseira com os grandes. É óbvio, que nem Jaime Pacheco é evoluído tacticamente, nem Mateus, Diakité, Marcelão ou Zé Kalanga, serão jogadores para voos muito mais altos, mas para uma equipa do meio da tabela, ao estilo aguerrido deste treinador, se enquadram bem e personificam as suas ideias. O problema dos salários em atraso, e risco de falência, assolou também o dia a dia do Boavista, trazendo instabilidade, bem como as eleições a meio da época, contudo nessas alturas, Pacheco, mostrou trabalho, no que é forte, ou seja, mobilização e motivação dos seus atletas, apelando sempre ao espírito de sacríficio e profissionalismo. Claro que o senão do "Apito final" veio deitar as esperanças dos boavisteiros, cano abaixo com a terrível e cruel sentença da despromoção. Porém o Boavista pediu o recurso, por isso a ver vamos...


Nacional
(T: Predrag Jokanovic)

Fellype Gabriel, Juninho, Fábio Coentrão e Juliano Spadacio, são todos jogadores, que sabem tratar muito bem o esférico, do meio-campo para a frente. Contudo, foi precisamente no ataque, que a equipa apresentou as suas maiores pechas, registando o pior ataque do campeonato, no cômputo geral deste. A equipa até nem a trocava mal, a meio-campo, mas na finalização, o Nacional falhava bastante. A defesa foi das menos batidas da prova. O 10º lugar, e a prestação em casa, ficam muito aquém das expectativas iniciais, de uma equipa que tem sempre em vista, a Europa. Mas, a falta de ambição de um treinador, que se revela quando têm aquela atitude ridícula no jogo com o Guimarães, não demonstrando competências para o cargo, não podia dar em muito mais que isto. O 0-3 no Dragão, frente a um FC Porto desconcentrado, já a pensar nos festejos do título, foi uma "gracinha", numa época mediana.

Naval
(T: Francisco Chaló / Fernando Mira / Ulisses Morais)

Época normal, para as aspirações da Naval, que apenas passam pela conquista da manutenção, e o mais cedo possível. Teve dois treinadores, um que mal aqueceu o lugar, não podendo assim dizer muito sobre este, e os três pontos, ganhos na secretaria (Caso Meyong), pouco ou nada, interessaram, servindo apenas para os da Figueira, subirem um par de lugares. Em termos individuais, nomes como João Ribeiro, Marinho ou Marcelinho, passam a partir de agora, a merecer alguma atenção. Quanto, a Ulisses Morais, somente posso dizer, que cumpriu os mínimos.


Académica (T: Manuel Machado / Domingos Paciência)

Mais uma vez a Académica, nada mais consegue, do que apenas a manutenção. E espera-se sempre mais qualquer coisa da «Briosa». Contudo, numa época difícil, em que teve dois treinadores, um deles que fez toda a pré-época, o 12º lugar, com sete pontos de vantagem sobre a "linha de água", acabou por ser um mal menor. O 3-0, no Estádio da Luz, foi o pico máximo da temporada, num jogo, em que a Académica praticamente garantiu a manutenção. Domingos Paciência deverá continuar na próxima época e a equipa têm muitos jovens, que importa seguir com atenção em 2007/2008.

E.Amadora
(T: Daúto Faquirá)

De uma equipa, muito mais preocupada em não perder, do que em ganhar, não se pode esperar muito mais. As zero vitórias fora, traduzem, esta falta de ambição. Porém, numa época, em que existiram sempre forças a remar contra a equipa, como os salários em atraso, o campeonato realizado pelo Estrela, nem pode ser considerado mau de todo. Afinal, garantiu a manutenção, objectivo primordial, e teve em Mateus, o seu jogador mais interessante, efectuando inúmeras assistências para golo. O caso de Tiago Gomes, foi curioso, pois parte a meio da época, para o Málaga, sem capacidade financeira para o adquirir, e regressa ao Estrela, pela mesma porta que saiu, cumprindo a recta final da época.

Leixões
(T: Carlos Brito / António Pinto)


20 anos, depois o Leixões regressou ao escalão maior do futebol português. E para ficar. Contou muito com a ineficácia extrema dos dois atrás (Leiria e Paços), pois uma equipa que vence 4 jogos em 30 no campeonato, não seria muito normal que conseguisse a manutenção. Contudo, numa equipa pouco experiente, os muitos empates ainda foram segurando os matosinhenses. A saída de Carlos Brito, perto do final da época, em nada ajudou a equipa a conseguir a manutenção, que a obteve sobretudo, devido a terceiros, que também falharam.

P.Ferreira
(T: José Mota)

Após um brilhante sexto lugar e consequente participação europeia, a época não podia ter corrido pior ao Paços, mas ainda pode ser salva na secretaria, devido à hipotética descida do Boavista à Liga Vitalis. Os custos de uma participação europeia, para um clube tão pequeno, foram enormes, e a arbitragem revelou-se sempre cruel e danosa, para esta equipa, justificando-se claramente os protestos dos seus dirigentes. Contudo, tais factores não explicam tudo, e o Paços de Ferreira, apesar de mais uma vez, sob o comando de José Mota, ter apresentado um futebol, sempre intenso e com transições rápidas, o que agrada à vista, tacticamente foi sempre débil e pouco inteligente na gestão da bola, o que lhe valeu a perda de inúmeros pontos, para adversários directos muito mais fortes tacticamente, como Estrela ou Académica. Em termos individuais, Wesley, foi sem dúvida o melhor jogador da equipa, não apenas pelos golos. Esperemos pela decisão da C.D. da Liga, relativamente ao Boavista, para ver se estes ainda ficam pela Bwin Liga na próxima temporada.

U.Leiria (T: Paulo Duarte / Vítor Oliveira)

Temporada medíocre. Valerá a pena, não se conseguindo a qualificação europeia, entrar na Europa, via Intertoto? Depois de experiências anteriores de clubes, que apontavam claramente para o não, esta época da União reafirma isso. É que parece, que essa participação, que antecipou toda uma preparação competitiva da equipa na pré-época, e provocou um desgaste grande, pois entre Intertoto e UEFA, jogaram-se seis jogos, parece ter sido o primeiro factor, que levou ao descalabro do Leiria, esta época. Outro, e talvez o mais preocupante, foi as dificuldades de balneário, que levaram a inúmeros problemas disciplinares, ao longo de toda a época, com o presidente a ameaçar não pagar a seis jogadores do plantel, logo no início da época, por alegada falta de empenho, destes atletas. Para Maciel e Alhandra, as noites de Leiria foram uma "loucura", o que valeu a saída do primeiro do plantel, e a fragilização da posição do segundo na equipa. Ou seja, foi uma época sempre atormentada, por um "balneário", complicado de gerir, e que ainda ficou mais, após supostamente, alguns jogadores, não acreditando na manutenção da equipa na Liga, terem começado a assegurar contratos com outros clubes para a próxima temporada. No comando técnico, tanto o jovem Paulo Duarte, como o desactualizado Vítor Oliveira, não tiveram qualquer capacidade, para inverter o rumo dos acontecimentos, há muito traçado, numa equipa montada para conseguir no mínimo a primeira metade da tabela, dado o bom valor das suas individualidades. A goleada (4-1), sobre o Sporting, de nada vale para maquilhar a má época, e a última jornada do campeonato, não foi mais do que um respirar de alívio, para uma União de Leiria, há muito condenada. Além disso, está também envolvida, no processo «Apito Final», podendo ser retirados três dos seus já escassos pontos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Balanço Bwin Liga 2007/2008 (Classificação Final e Estatísticas)


Classificação Final Bwin Liga 2007/2008:

1. FC Porto - 69 Pontos - Golos: 60-13 Diferença: +47 Vitórias-Empates-Derrotas: 24-3-3

2. Sporting - 55 Pontos - Golos: 46-28 Diferença: +18 Vitórias-Empates-Derrotas: 16-7-7

3. V.Guimarães - 53 Pontos - Golos: 35-31 Diferença: +4 Vitórias-Empates-Derrotas: 15-8-7

4. Benfica - 52 Pontos - Golos: 45-21 Diferença: +24 Vitórias-Empates-Derrotas: 13-13-4

5. Marítimo - 46 Pontos - Golos: 39-28 Diferença: +11 Vitórias-Empates-Derrotas: 14-4-12

6. V.Setúbal - 45 Pontos - Golos: 37-33 Diferença: +4 Vitórias-Empates-Derrotas: 11-12-7

7. Sp.Braga - 41 Pontos - Golos: 32-34 Diferença: -2 Vitórias-Empates-Derrotas: 10-11-9

8. Belenenses - 40 Pontos - Golos: 35-33 Diferença: +2 Vitórias-Empates-Derrotas: 11-10-9

9. Boavista - 36 Pontos - Golos: 32-41 Diferença: -9 Vitórias-Empates-Derrotas: 8-12-10

10. Nacional - 35 Pontos - Golos: 23-28 Diferença: -5 Vitórias-Empates-Derrotas: 9-8-13

11. Naval - 34 Pontos - Golos: 26-45 Diferença: -19 Vitórias-Empates-Derrotas: 9-7-14

12. Académica - 32 Pontos - Golos: 31-38 Diferença: -7 Vitórias-Empates-Derrotas: 6-14-10

13. E.Amadora - 31 Pontos - Golos: 29-41 Diferença: -12 Vitórias-Empates-Derrotas: 6-13-11

14. Leixões - 26 Pontos - Golos: 27-37 Diferença: -10 Vitórias-Empates-Derrotas: 4-14-12

15. P.Ferreira - 25 Pontos - Golos: 31-49 Diferença: -18 Vitórias-Empates-Derrotas: 6-7-17

16. U.Leiria- 13 Pontos - Golos: 25-53 Diferença: -28 Vitórias-Empates-Derrotas: 3-7-20

Notas:

Belenenses (-6 Pontos): Caso Meyong

Naval (+3 Pontos): Caso Meyong

FC Porto (-6 Pontos): Apito Final

U.Leiria (-3 Pontos): Apito Final

Boavista (Descida de divisão): Apito Final
(esta decisão está dependente, da aceitação ou não do recurso apresentado pela Boavista F.C., S.A.D., e sendo negado, o Boavista fica em último lugar com 0 Pontos, permanecendo assim o Paços de Ferreira, na Bwin Liga 2008/2009)

Estatísticas:

Melhor Ataque: FC Porto - 60 golos marcados
Pior Ataque: Nacional - 23 golos marcados

Melhor Defesa: FC Porto - 13 golos sofridos
Pior Defesa: U.Leiria - 53 golos sofridos